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MBA - A ELITE DA GESTÃO

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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Sexta-feira
Jan272012

Wall Street: The Times They Are a-Changin

On a recent interview, in Davos, James Gorman, the head of Morgan Stanley, said that if his workers are so angry about their latest, trimmed-down paycheck, it's probably time for them to go. "I say - to Morgan Stanley employees -, listen, you're naive, read the newspaper, number one; number two, if you put your compensation in a one year context to define your overall level of happiness, you've got a problem that is bigger than the job. And number three, if you're really unhappy, just leave. Life's too short." I just loved "the overall level of happiness" comment, as if money was equal to happiness...

Gorman's comment followed Morgan Stanley announcement earlier this month that it would cap cash bonuses for 2011 at $125,000 and that its executives -- including Gorman -- wouldn't be getting any cash bonuses. So, boys and girls of Wall Street, cut on the cocaine, cars, parties, cause the times, they are a-changin!

And cuts are not only at Morgan Stanley: Goldman Sachs workers would be taking home smaller bonuses this year -- and some none at all. In addition, the firm cut the pay of some if its senior workers in half; at Bank of America, compensation would be slashed by 25 percent. That's part of a larger push to cut total costs at America's second-largest bank by as much as $8 billion per year.

Smaller paychecks are just part of the american banking industry readjustment. The dark side is that Wall Street laid off more than 200,000 employees in 2011 alone. Why don't I feel sorry for that?

Quinta-feira
Jan262012

A Realidade do Mercado de Trabalho Global

Os meus leitores já sabem o que penso dos comentadores das áreas de gestão e economia que poluem os nossos meios de comunicação social. Na expressão - feliz - do meu Colega Luís Todo Bom, são os "achadores", aqueles que sabem tudo sobre quase tudo, ou melhor, que acham que..., quando, na realidade, são um pouco como "boi a olhar para palácio".

Um dos temas mal compreendidos é o da questão do trabalho e da competitividade, associada à produtividade e flexibilidade. O que isto tudo é num mundo globalizado como o de hoje é algo que escapa ao "achador" que fala de empresários e gestores "antipatriotas" e capitalistas "puros e duros".

Vamos a um exemplo: a "americana" Apple do falecido Steven Jobs. Há cerca de um ano atrás, o presidente Barack Obama, ouvindo-o a falar sobre o iPhone, perguntou-lhe o que é que seria necessário fazer para que o dito telemóvel fosse inteiramente produzido na América, com a consequente criação de emprego. Resposta de Jobs: "esses empregos não voltarão, sr. Presidente".

Na véspera do início do fabrico do iPhone, os engenheiros de Silicon Valley resolveram alterar o desenho e as especificações do ecrã do iPhone (certamente em resposta a um insatisfeito e irado Jobs). A fábrica chinesa onde seria feita a montagem final (cerca 70 milhões de unidades produzidas até final de 2011) parou à espera dos novos ecrãs que começaram a chegar num dado dia, próximo da meia-noite. O encarregado da fábrica mandou acordar 8.000 operários dos dormitórios da fábrica. A cada um foi servido chá e bolachas e foi atribuído um turno de 12 horas para a montagem dos ecrãs. Em 96 horas (4 dias) estavam a sair da fábrica 10.000 iPhones por dia, para todo o mundo.  

Mas a história tem outro lado: é na América que fica a maior percentagem do valor acrescentado na produção do iPhone. São os 43.000 trabalhadores altamente especializados da Apple americana e 20.00 da Apple europeia que ficam com a maior fatia do lucro e não os 700.000 que trabalham nos fornecedores ou subcontratados.  Não entender como funcionam as cadeias de valor é meio caminho para se tomar a decisão errada. Por exemplo, apostar no salário baixo ou desinvestir nas universidades.

Quarta-feira
Jan252012

Corporate Governance and Management

To the special attention of some local political aproaches to the issue of Corporate Governance, I will quote Baruch Lev (world class thinker on accountancy and corporate operational matters) in his new book, "Winning Investors Over: Surprising Thuths About Honesty, Earnings Guidance and Other Ways to Boost Your Stock Price", November 2011, Harvard Business School Publishing Corporation:

It’s impossible to clarify all aspects of corporate governance. In recent years, we’ve seen a huge amount of academic research on the link between governance and performance.  And the lessons from it aren’t always clear or consistent. But ignoring the debate on corporate governance is not an option for managers. It’s constantly in their face. Highly visible commercial scorecards rank most US companies and many in Europe and Asia on governance strength, and to lag your competitors in governance quality is embarrassing. Moreover, perceived governance weaknesses invite distracting shareholder proposals and proxy contests to rectify the alleged weaknesses such as the 2008 highly publicized campaign of the Rockefeller descendents to strip Exxon’s chief of the board chairmanship. Furthermore, low governance ratings often affect the recommendations of proxy advisors to mutual funds and other institutional investors on how to vote on proxies and shareholder proposals. And they may even affect the investment decisions of some institutions. And pesky hedge funds often use governance deficiencies as a justification for intervention in company affairs and demand for board and strategic changes.

For those who think that Corporate Governance of big international companies is a matter of local "tastes", sorry, but you are completely wrong. Market's big brothers are always watching you. So, if you act local, do not forget that your actions are disclosed globally. 

Terça-feira
Jan242012

Concertação Social

A nossa comunicação social fez passar a ideia - errada - de que o recente acordo de concertação social abriu as portas ao despedimento indiscriminado e subjectivo, como se estivéssemos a entrar numa era de liberalismo desenfreado à boa maneira de Ronald Reagan ou Margaret Thatcher.

Antes de mais, o acordo vai muito para além da regulação laboral, sendo esta um capítulo dum mais vasto objectivo que passa pela reforma estrutural do Estado, com vista à criação de um ambiente mais favorável às empresas e, consequentemente, à retoma, sustentada, do crescimento económico do país.

Na questão laboral, o que foi decidido constitui uma interpretação moderada e mitigada daquilo que a troika negociou com o anterior governo de José Sócrates. Só assim se entende que essa mesma troika volte a insistir na questão da baixa da TSU, porque julga que este acordo é "curto" nos sacrifícios que exige aos trabalhadores portugueses e não induz maior competitividade nos custos das exportadoras. Em boa verdade, a UGT conseguiu para os trabalhadores um acordo bem mais favorável do que a troika exigia. João Proença está de parabéns.

Veja-se o "derrube" da meia hora, as garantias conseguidas para os bancários, e a questão dos despedimentos. Qualquer pequena ou média empresa que olhe, com atenção, para esta legislação precisará de uma bateria de bons advogados antes sequer de pensar em despedir um trabalhador que não satisfaça os seus padrões de desempenho. Para as PMEs, na prática, nada se alterou na questão dos despedimentos, a não ser uma baixa nos custos, caso o trabalhador entre em acordo com a empresa.  

A nossa comunicação social deveria, pelo menos, ler todo o texto do acordo, antes de o noticiar. O problema é que isso dá trabalho, sendo muito mais fácil dar eco ao "acho que" da nossa esquerda caviar da rádio TV e jornais.

Segunda-feira
Jan232012

España al Día

Hola, que tal?

En los últimos dos años, los presupuestos para las escuelas y las universidades de las comunidades y del Ministerio de Educación se han reducido en cerca de 2.800 millones de euros, esto es, un 6,3%; pero en los próximos meses se hará patente que la bajada supera los 3.000 millones, pues el Ministerio de Educación y Cultura está previsto que pierda 485 millones en las cuentas de 2012, más de la mitad, en la parte de enseñanza. Hóstias que yá no hay ni para la educación!

El ministro de Hacienda y Administraciones Públicas, Cristóbal Montoro, descarta subir el IVA y los impuestos especiales, y considera que Bruselas debe marcar un nuevo objetivo de déficit público para España en 2012 ajustado a la recesión, porque, dijo, cuando se fijó reducir el déficit del 6 % al 4,4 % se hizo con un escenario de crecimiento económico y no de recesión como el que nos encontramos. Y entonces, se cumple o nó? 

La XXXII edición de la Feria Internacional de Turismo de Madrid (Fitur) ha puesto de manifiesto que el turismo es imparable. En 2011 en España la llegada de turistas internacionales creció un 8,1 %, hasta casi 57 millones, y supuso unos ingresos aproximados de 53.000 millones de euros!

Entretanto, Iberia garantiza, hasta el 2015, empleo para su personal de tierra, eviyando asy, un ahuelga indefinida. La compañía se reúne hoy con los tripulantes para ofrecerles el mismo acuerdo. Pero la huelga de pilotos de los días 25, 27 y 30 de enero sigue adelante 

Venga, hasta luego.

Desde Madrid, Emílio Santoro

Domingo
Jan222012

A Minha Coluna  

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Pergunto-me o que terão em comum os portugueses, os suecos, os austríacos e os alemães? Cabelo louro e olhos azuis? Ética no trabalho, produtividade, finanças equilibradas? Então, porque é que jantam os quatro juntos? Discutem a Europa ou a China? Mistério.... 

Misteriosos também são os momentos de "esquizofrenia" de Cavaco Silva: os tabus sobre o seu futuro político, o deixem-nos trabalhar, a má moeda, as escutas em Belém, o grave caso das leis autonómicas dos Açores e agora a história do sem-abrigo de Belém. Antológico...

Antológicos estão também alguns dos nossos governantes, em especial aqueles que não resistem à tentação de detectarem sinais de retoma só porque se consegue colocar alguma dívida de curtíssimo prazo, ou porque se assina um contrato dito social e que nada mais é do que caucionar medidas decididas em jantares, algures na Alemanha. Ah!, a propósito: a isto chama-se proceder a reformas estruturais profundas. Simples, não é?

Entretanto, nós, os beneficiários destas profundas reformas estruturais, o que vemos é mais do mesmo: as empresas públicas continuam mal geridas e a solução é requentada: aumentem-se os preços aos "utentes", mudem-se os gestores públicos de côr "X" e coloquem-se os de "Y" que essa sim é a côr da moda e está feita a reforma. Liberal, mais oui... até que a corda se parta.

A este propósito, um abraço de solidariedade ao nosso caro Álvaro: logo que chegue a primavera, vá embora, não espere que os barões corram consigo. Já não deverá haver neve em Montreal e o meu amigo já terá matéria que chegue para escrever um novo livro. Sugiro-lhe um título: "A Insustentável Leveza do Álvaro".  

Só para acabar: seria estúpido deixarmos o nosso destino nas mãos de qualquer Estado. Podemos - e devemos - ser nós a fazer algo por nós mesmos. Eu estou convencido que conseguiremos, pois como disse Joseph Stiglitz, não há crise que sempre dure. 

Façam favor de gozar um bom Domingo.

Sábado
Jan212012

O Provedor do Blogue  

Guten Morgen meine freunde, bonjour mes amies,

Este mundo é muito cruel... por Diós!

Que o diga o Dr. José de Oliveira e Costa, ex-assessor financeiro do sem-abrigo de Belém: "ele tinha tudo para ser bem sucedido; era poupado, mas a mulher tramou-o, quando o convenceu a meter-se, de novo, na política; ela não resistia ao fascínio das luzes da ribalta; uma pena!"

Ou o seu querido conselheiro, Dr. Manuel Dias Loureiro: "eu sempre lhe disse: meu caro professor, o seu futuro está assegurado em Moçambique; o meu caro tem de internacionalizar o seu pecúlio. Até lhe cheguei a falar de uns veículos em Cabo Verde, 100% seguros e com uma taxa jeitosa, na ordem dos 14%, livre de impostos. Quem o tramou foi a mulher: ela detestava coqueiros"

Outro grande causídico e acérrimo defensor de viúvas desencartadas, o Dr. Domingos Duarte Lima, tudo tentou para evitar o desastre financeiro do seu mentor: "este grande homem, que me honrava com a sua amizade, não pensava na velhice. Acreditava na treta do estado social. Mas eu sempre lhe disse: olhe que essa tanga do social que impingimos ao povinho é tudo má moeda, professor. Ponha-se a pau, porque o futuro está no Brasil, meu caro. Aquilo é que é a terra do real, percebe, o real! Isto aqui é tudo fantasia. Mas ela - sempre elas -, a mulher, era do contra! O que ela merecia sei eu bem, mas não digo, porque estou no segredo da justiça".

De Jorge Paulo Coelho, de Joaquim P. Moura, de José Carvalho Pinto de Sousa só uma declaração se obtém: "reforma, nós? Já tratamos, obrigado". Razão tinha o amigo Alberto: "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o senhor Silva, por causa da cavaca" 

E já sabeis: Escrevei-me, mas esperai sentados pela resposta! Auf Wiedersehen, et Au Revoir!

O Provedor do Pateira, Prof. Emerenciano Cuadrado

Sexta-feira
Jan202012

Ethics and Social Media

According to a report from the Ethics Resource Center (ERC), an ethics researcher in Arlington, Va, active social networkers in the office — those who spend 30% or more of their time at work participating on social networking sites — have a more tolerant attitude than their coworkers toward a number of questionable workplace behaviors.

For example, half of active social networkers say it's just fine to hang onto confidential work documents for possible use in future jobs. Only 15% of their non-social networking peers believe that's acceptable. In addition, by a five-to-one margin, social networkers think it's acceptable to perform less work in order to compensate for cuts in benefits or pay. They also gossip about their workplace and coworkers more often than their less social peers.

Socially adept employees may be more likely to slack off and engage in traditionally unethical behavior simply because of job dissatisfaction, as seven in 10 employees reported having plans to switch jobs in the next five years. That was compared to four in 10 of their non-active social networking colleagues.

And the report goes on and on about the potential dangers to ethical behaviour caused by engaging on social meia networks like Facebook, Tweeter, LinkedIn and so on. To me, this report was made by psychologists that constantly are looking for some sort of behavioural excuse as if all of us had ethics lack due to external influences. 

One of the study conclusions claims that, as a result of social media "deviations", some employees are losing their fear of dismissal and returning to risky behaviors such as sexual harassment, substance abuse, stealing and health or safety violations.

These guys are looking into many Youtube bad videos... 

Quarta-feira
Jan182012

Concertação Social

Finalmente houve fumo branco na Concertação Social. Ou quase... como vem sendo habito, a CGTP não assinou acordo nenhum. Estranho que uma organização que tem por objectivo defender os interesses dos trabalhadores, nunca, em circunstância nenhuma, tenha acordado algo com os parceiros sociais. Na prática e para o diálogo construtivo, não tem havido aporte por parte da CGTP. Zero.

O que não quer dizer que possamos estar satisfeitos. O acordo resulta, tão só, do Governo ter feito uma proposta que não era desejada por ninguém, logo, houve que remediar a asneira. Pouco, muito pouco de construtivo terá tal acordo.

Uma constatação: nesta Concertação Social, à portuguesa, há Governo a mais. A Sociedade parece estar subjugada ao poder político. Quem propõe é o poder político (ou melhor, o partido ou coligação que está no poder), quem aprova é o mesmo poder político. E o partido comunista, via CGTP, boicota.

Concertação Social, em Portugal, é diálogo imposto pelo Governo com dois parceiros sociais: associações empresariais e sindicatos. ONGs, autarquias, gestores, associações de profissionais não são parceiros sociais. São outra coisa qualquer. Resultados disto tudo, ao longo de mais de 30 anos, para o crescimento económico, para a estabilidade social, para o aumento da produtidade: numa escala de 0 a 10, a nota 2 ou 3 basta. Boa maneira de colocar a economia ao serviço da sociedade...

Terça-feira
Jan172012

O Cordão Sanitário

Mário Draghi, presidente do BCE, dirigindo-se ao Parlamento Europeu: "estamos numa situação muito grave".

Assim parece, uma vez que as americanas agências de notação continuam com o seu ataque cirúrgico à zona euro, degradando a situação de risco sistémico. Portugal será o maior prejudicado com a recente descida do ‘rating' do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) confirmada ontem à noite pela agência Standard & Poor's, de AAA para AA+, pois isto implica juros mais elevados para as restantes tranches do empréstimo europeu. Como diz o humorista, "que mais irá nos acontecer?".

Infelizmente arriscamos o pior se a questão grega não tiver uma resolução "aceitável". Grécia e Portugal tornar-se-ão no "leproso" de que toda a gente se quer afastar, para evitar ser contaminado. A isto, efemesticamente, chamam os economistas o estabelecer de um "cordão sanitário". Bom para quem fica de fora e péssimo para quem ficar encurralado.

Esperemos pelo milagre - chineses? -, porque corremos sério risco de sermos convidados a mudar-nos para um guetto qualquer de onde será difícil sairmos na próxima década. Mas, previsões, só no final do jogo.