Luís Antunes | Comments Off | O Comandante Ricky Bittencourt
Terça-feira, Setembro 11, 2007 at 11:00AM Quanto à comunidade que conheci nos inícios da década de 60, o que mais me impressionou foi a arquetípica imagem, aqui à beira do Pacífico, do açoriano que chegou aos dezasseis ou dezassete anos, muitas vezes analfabeto, sem falar inglês, com uma moeda de ouro de cinco dólares no bolso, conseguiu voluntariosamente superar todos os obstáculos à sua aculturação e acabou por se tornar próspero dono de uma “leitaria” ou armador de barcos atuneiros.
Eduardo Mayone Dias, professor, filólogo e grande investigador da presença portuguesa na América.
Pois eu, meus amigos, nem com a moeda das cinco dólars saí da Ilha do Pico... nem uma penny tinha para a compra de um parafiuso! Mas, como diz o professá, eu também become armador da fishboats no San Diego, mas principalmente de crabs, porque na Califórnia gostam muito das crabs e o atum não dá pra inchere com as diamonds e pearls e depois o stuff não passava na customs.
Foi muito duro, porque o meu dad queria que eu fosse pro Canada lá para o Newfonland onde o meu tio Abreu que tinha sido baleeiro da caça à baleia trabalhava como fisherman no bacalhau. Mas o Canada é o no land para os açorianos, you know. Lá o business é muito parado, o job é duro e o salary não era para mim.
Eu queria - e consegui - o success no land of opportunity que é a Califórnia. Em que terra é que um actor de terceira categoria consegue ser President of América? E em que terra é que um brutamontes que fala macarrónico consegue ser Governor? Thanksgiven ao Divino Espírito Santo!
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