Alea Jacta Est...
Não compete a um comentador com status e gabarito como eu, ao nível, pelo menos, de um Rui Santos - mas sem brilhantina - criticar as opções do míster Scolari.
Sensus lato e sem simbologias de cariz hermenêutico, diria que o universo da escolha era "pré bang-bang". Curto e insípido, depois da perda das figuras de referência. E eis aqui o busilis da questão: o referencial! Porque já não temos alfobre desse cariz. A selecção de todos nós está orfã de pai. É uma filha de mãe inseminada por embrião incógnito.
Verdade seja dita que logo com o dealbar desta nova saga europeia, a chaga ficou exposta. Daí os paupérrimos resultados que nem a chapada protectora do minino conseguiu obliterar.
Homens da batuta como Humberto Coelho, Fernando Couto, Paulo Sousa, Figo, Rui Costa, não abundam neste nosso tormentoso mar de estrelas. Hoje, somos forçados a importá-los de além-mar. Isto falando no além-mar de hoje, nada de confusões com o ultramar, pois aí teríamos de acrescentar craques da estirpe da famosa Pérola Negra e do grande Mário Coluna.
Portanto, sic transit gloria mundi e como disse o grande Alexandre, o Romano, alea jacta est!
Mas, e como é meu hábito, previsões, só no final do jogo...
Saudações desportivas,


