Sem Tergiversações
Ora cá está um título que me enche as medidas: Sem Tergiversações!
O responsável pelo "palavrão" é o meu caro amigo e colega Paulo Gonçalves Marcos, colunista habitual do prestigiado "Diário Económico". O tema, cuja leitura recomendo, é "Despedir um CEO pode custar mais que o pacote de indemnização que lhe possa ser atribuído, se não for feito com a celeridade adequada." Sinal do Tempo é o título.
E, como sinal interessante destes nossos tempos, o Paulo surpreende na parte final da sua prosa ao divergir o foco nos grandes do "business" - os CEOs da Merril Lynch e UBS, para se concentrar em determinado canto da 2ª Circular de Lisboa. Bom, para sermos mais justos, o meu caro colega também aponta outro exemplo pouco edificante a decorrer para as bandas de além Douro.
Agora o que é que este autor da área da gestão quererá dizer com "euforia populista", "fuga para a frente", "director desportivo, sem experiência nem preparação técnica" e, crítica das críticas: rumo imparável a uma “belenização”?
Bom, a lição do Paulo Marcos é esta: A principal preocupação, antes de recrutar e seleccionar um novo presidente, deverá ser a de estabelecer os atributos de “interacção com outro” e “afinidade cultural” entre o candidato a presidente e o "Glorioso", perdão, a organização que se propõe gerir.
Mas, meu caro Paulo, analisado o caso em apreço do outro lado da 2ª Circular, parece um "match" perfeito. É que nós todos achamos que o vosso CEO está em perfeita sintonia e "afinidade cultural" com a vossa organização. Isto para falarmos sem tergiversações!


