O Bom Senso
Uma das ferramentas mais simples, baratas e eficazes à disposição dos gestores é o "bom senso". Contudo, é, muitas vezes desprezado. Entre optar por poupar 1 euro ou gastar 1000 euros, toda a atenção é prestada aos mil e, se no fim, se gastar "só" 900 euros, fica-se feliz por se ter "poupado cem". E o euro da poupança? Naaa... é "peanuts"!
Entre resolver um pequeno problema hoje ou enfrentar um grande dilema amanhã, as energias são poupadas para o dia seguinte; entre aumentar a produtividade de um colaborador, investindo na sua formação, ou contratar um substituto com um "atractivo CV", opta-se invariavelmente por este último. Pago a "peso de ouro"...
Entre melhorar os processos correntes ou inovar, opta-se pela inovação: está na moda!
Entre ir ao local onde as coisas acontecem ou arquitectar novas soluções no gabinete, fabricam-se números atrás de números ou, melhor, chamam-se os consultores.
Entre procurar saber se a ida àquela feira é rentável ou não, olha-se para o vizinho: se ele for, temos de ir também!
Entre optar por mandar pôr serradura no piso da fábrica, porque cai óleo ou procurar saber porque é que há óleo no chão, venha lá a serradura: é fácil e resolve-se logo o problema.
Entre escrever um manual de operações ou dar ordens verbais, grita-se, porque assim toda a gente ouve... daquela vez!
Entre praticar o bom senso ou falar sobre ele, escreve-se. Num blogue, como faço eu.


