Luís Antunes | Comments Off | A Minha Coluna
Domingo, Junho 22, 2008 at 11:00AM A acreditarmos nos jornais, um dos promotores da recente "revolta dos camionistas" não passa de um reles oportunista com um passado nada recomendável. Mas é um "político". De quarta categoria, é certo, mas mesmo assim, usa e abusa da bandeira partidária para "levar a água ao seu moinho". Tal e qual como outros célebres "políticos" que comandaram a "revolta da ponte" no tempo de Cavaco Silva. Registo, tão só, as coincidências e a afinidade entre a condução de um veículo pesado e a condução dos destinos políticos deste país. Mas não há aqui nada de inovador para quem se lembre do célebre Jimmy Hoffa e da sua "International Brotherhood of Teamsters" americana. Nem a componente mafiosa parece faltar por cá.
Com isto não quero dizer que os pequenos empresários da logística sejam desse calibre. Também a grande maioria dos protestantes do episódio da ponte o não eram. Agora que deveriam ter mais cuidado com os "assessores de ocasião", deveriam. E o mesmo se aplica aos chamados "movimentos de indignação cívica" que começam a pulular com os buzinões contra o aumento dos combustíveis. Não é necessário nenhum serviço de informações para lobrigar que dedos andarão a mexer os cordelinhos. Vamos lá a ver se mais algum ministro da república não vai cair na esparrela de receber testas-de-ferro para um "amigável diálogo", ou pior, uma "frutífera negociação".
E, a propósito de negociações está visto que não se pode acreditar em assinaturas nem apertos de mão. Mais, é preciso muita cautela antes de se pronunciar a frase de encerramento, o agora convencional, "porreiro, pá!". Quando menos se espera, aparecem uns labregos insignificantes - cerca de 1 mísero milhão em 400 milhões, vejam lá! - a darem cabo do arranjinho. E o pior de tudo é que acabam por arruinar a obra-prima do nosso Primeiro que nunca esperou que, depois de tanto sacrífcio e esforço pessoal, pudesse aparecer este bando de ingratos! Ora porra, pá!
Frase esta pouco tempo depois repetida por uma tal de Gilberto Madail, referindo-se a um cabeçudo burrogesso alemão de nome impronunciável. Isto, quando se conta com o ovo no cu na galinha...
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