Luís Antunes | Comments Off | A Minha Coluna
Domingo, Julho 20, 2008 at 11:00AM As imagens do tiroteio ocorrido em certo "bairro degradado" de Loures causou muitos engulhos aos políticos e comentadores da praça, sobretudo àqueles que gostam de ser conotados com a "esquerda pensante"; o problema é deveras complexo, há várias causas por detrás disto e, desconfia-se, claro, que uma certa política neoliberal que, de há muito o país segue, poderá estar na raíz disto tudo.
Mas, por absurdo, imaginemos que eram skinheads, brancos e de extrema-direita a disparar as mesmas armas. O problema seria complexo ou de fácil resolução? E a resposta seria ou não repressão, prisão, julgamento e todos para trás de barras, durante alguns anos!? Seria.
Agora, porque é que isto tudo muda com a raça, o credo ou a cor da pele? Porque vamos atrás da conversa de idiotas que usam o verbo da falácia e da estupidez como única justificação de vida. Há por aí muito "sábio pensante" que passou a vida nas faculdades a "arrastar o cú pelas paredes". Quando finalmente chegaram aos partidos e à comunicação social é que se lembraram de defecar ideias pôdres de velhas. O bom selvagem do Rousseau nunca existiu!
Não há raças malditas, não há cores boas ou más. O branco - português ou alemão -, quando à solta, faz a "Santa Inquisição" ou cria o "Terceiro Reich". Se não fossem os Estados de Direito, matávamos o vizinho para lhe roubar a fortuna e tranquilizávamos a nossa consciência - nós, os bons católicos - pensando que éramos a mão castigadora do Deus irado.
Não há muito que pensar: basta trocar a cor e o aspecto do atirador para branco, com cabelo rapado e cruz gamada tatuada. É remédio santo.
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