Luís Antunes | Comments Off |
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Quinta-feira, Julho 24, 2008 at 07:00AM Época de crise, inflação e consequente aumento dos custos nos factores de produção, baixa na procura, quebra previsível nas vendas, que fazer?
O tradicional é, parar os investimentos pelo menos até ver "em que é que param as modas", cortar custos - nas comunicações, deslocações, consumíveis, etc - e inovar (significando isto para a maioria das PMEs, vendam seja de que modo for, com descontos, promoções, aldrabices, e por aí fora). E, se se conseguir dispensar alguém, melhor ainda.
Bom, mas há quem ache que se pode aproveitar a recessão para investir, para pensar na verdadeira inovação ou para reestruturar o "modus operandi". E há quem consiga, por este meio, obter belíssimos resultados a médio e longo prazo. Claro que há que contar com o sacrifício do "hoje".
Há, porém, uma terceira via, menos radical, mas de eficácia a toda prova: mexer com os métodos e processos. Não traz os resultados imediatos do cortar custos - que, note-se, pode trazer dificuldades acrescidas no momento da retoma - nem requer os recursos avultados da inovação e da reestruturação.
Mexer com os métodos e processos é o tipo de atitude do "mudar de vida" tradicional do 1º de Janeiro: vou deixar de fumar, vou emagrecer, vou trabalhar mais, vou dedicar mais tempo à família... tudo muito bonito, mas hélas, só funciona durante meia dúzia de dias! Porque falamos de uma nova filosofia de vida, falamos de um compromisso a longo termo, falamos do empenhamento total e perseverante do gestor. Por troca, os benefícios são diminutos e só atingem relevância ao fim, por vezes, de meses ou anos. E nós, portugueses, somos mais apreciadores de resultados "palpáveis e rápidos".
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