A Minha Coluna
Domingo, Dezembro 20, 2009 at 11:00AM Interessante artigo de Luís Todo Bom publicado no caderno Economia do Expresso de ontem diz:
"O conhecimento tácito do meu partido, o PSD, tem diminuido consistentemente nos últimos tempos, o que constitui uma das explicações para o seu afastamento da liderança política do país. E esse facto não se deve à inexistência de uma base de conhecimento explícito considerável dos seus membros que, felizmente, comtinua a prevalecer, mas à incapacidade de garantir a sua combinação e a ineficiência da sua socialização"
Reconheço que a ideia requer algum conhecimento da teoria das organizações, nomeadamente na gestão dos recursos, mas o que LTB quer dizer é que o PSD continua a ter gente muito qualificada para o governo do país mas mal aproveitada por falta de organização - refere, por exemplo, que o Gabinete de Estudos e o Instituto Sá Carneiro estão praticamente inactivos. Ao invés, o PS, com inferior base de conhecimento explícito consegue deter o poder. Por outras palavras: Portugal é governado pela pauta da mediocridade, por falta de uma acção colectiva no seio do outro partido do poder que nos poderia proporcionar outro patamar de governação mais consentâneo com as nossas reais necessidades. Colectivamente, e no plano político, estamos a nadar em puro desperdício.
E não se pense que isto é um problema do PSD. É que sendo o nosso país pequeno em território e em população, desperdiçar o pouco que temos de recursos, isto é, os homens e mulheres que pertencem a esta nação e que possuem conhecimentos, informação, experiência e outras competências essenciais para o bom governo da nossa sociedade é problema de todos nós. É um pouco como o ditado "Deus dá nozes...
Mas isto não tem só a ver com guerras internas, lutas pelas lideranças ou ânsia de poder pelo poder. É que as condições existentes para que a "boa moeda" possa circular já não são o que eram há vinte anos atrás. Hoje já não sabemos bem qual a fronteira do Estado e do Governo face ao sector privado, face ao poder judicial, face à comunicação social, ou face ao poder autárquico; criou-se uma espécie de pântano de irresponsabilidade que serve, e bem, para esconder a ineficiência e a mediocridade da acção governativa. E, em boa verdade, que "boa moeda" arrisca a atolar-se no pantanal? A troco de servir a Pátria, coloca-se a integridade, a honorabilidade, a famíla e o bom nome em risco para pasto de carneirada maldizente, invejosa, incompetente, corrupta, medíocre?
É que se há pessoas com competências, certamente possuem-nas porque não são desprovidos de inteligência. Claro que, mudando de paradigma, mudando as circunstâncias, então elas aparecerão. O problema está tão só na alavanca que provocará a mudança: o precipício!
Luís Antunes | Comments Off | 

