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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Entries in Business (65)

Quinta-feira
24Jul

Diário de uma PME

Época de crise, inflação e consequente aumento dos custos nos factores de produção, baixa na procura, quebra previsível nas vendas, que fazer?

O tradicional é, parar os investimentos pelo menos até ver "em que é que param as modas", cortar custos - nas comunicações, deslocações, consumíveis, etc - e inovar (significando isto para a maioria das PMEs, vendam seja de que modo for, com descontos, promoções, aldrabices, e por aí fora).  E, se se conseguir dispensar alguém, melhor ainda. 

Bom, mas há quem ache que se pode aproveitar a recessão para investir, para pensar na verdadeira inovação ou para reestruturar o "modus operandi".  E há quem consiga, por este meio, obter belíssimos resultados a médio e longo prazo.  Claro que há que contar com o sacrifício do "hoje".

Há, porém, uma terceira via, menos radical, mas de eficácia a toda prova:  mexer com os métodos e processos.  Não traz os resultados imediatos do cortar custos - que, note-se, pode trazer dificuldades acrescidas no momento da retoma - nem requer os recursos  avultados da inovação e da reestruturação. 

Mexer com os métodos e processos é o tipo de atitude do "mudar de vida" tradicional do 1º de Janeiro:  vou deixar de fumar, vou emagrecer, vou trabalhar mais, vou dedicar mais tempo à família... tudo muito bonito, mas hélas, só funciona durante meia dúzia de dias!  Porque falamos de uma nova filosofia de vida, falamos de um compromisso a longo termo, falamos do empenhamento total e perseverante do gestor.  Por troca, os benefícios são diminutos e só atingem relevância ao fim, por vezes, de meses ou anos.  E nós, portugueses, somos mais apreciadores de resultados "palpáveis e rápidos".


Sexta-feira
11Jul

Concorrência

iphone.jpgFonte: diarioeconomico.sapo.pt, 9/07/2008

A Vodafone já controla 40% das receitas de serviços no mercado móvel em Portugal e, se mantiver o ritmo dos últimos anos, ultrapassará a TMN, o líder histórico do mercado. A quota da gigante mundial de telemóveis, em crescimento desde o ano fiscal 2003/04, aproxima-se a passos largos dos 42% da líder de mercado TMN e fica muito acima dos 18% da Optimus.

“Não traçámos a liderança do mercado como objectivo, o que queremos é consolidar a nossa quota nos 40% e crescer em novas áreas”, disse António Carrapatoso em declarações ao Diário Económico. “Se surgir a possibilidiade de sermos líderes, não a enjeitaremos”, acrescenta, desde que isso não comprometa a rentabilidade. “A partir de certa altura a concorrência também reage de forma mais agressiva.”

Se há em mercado em Portugal onde as empresas privadas dão o "tudo por tudo" esse é o das TICs, isto é, das telecomunicações e da informática.  Isto, apesar de alguns "ses" também referidos pelo António Carrapatoso nesta entrevista ao Dìário Económico.  Seguramente que haverá mais "ses" por parte de Zeinal Bava, Paulo Azevedo, Rodrigo Costa e outros. 

Agora, como acima se lê, a concorrência tem os seus limites - o lucro ou rentabilidade; conheço o meu Colega Carrapatoso e sei que, para ele - e, para muitos mais -, o 2º é apenas o 1º dos últimos.  E, se calhar, o problema não será tanto o de ultrapassar a TMN, mas sim o quando.  Não fosse essa pequena questão da rentabilidade e a mãozinha visível do iPhone faria o "quando" já amanhã.    Aceitam-se apostas...


Quarta-feira
02Jul

Diário de uma PME

Se forem à página do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, mais precisamente a este endereço (a partir da página de entrada, não é lá muito fácil chegar aqui, mas consegue-se) tomarão conhecimento de um programa chamado "Estágios Profissionais", cujo objectivo como lá se diz é:

"Facilitar o recrutamento e integração sócio-profissional de novos quadros e promover o reconhecimento de novas formações, de novas competências profissionais e de novas áreas de criação de emprego".

Confesso que, se calhar como acontece com a maioria dos empresários, desconhecia este programa, cujos méritos são de louvar.   O estágio abange jovens dos 16 aos 30 anos com o 12º ano ou licenciatura, tem a duração de nove meses, a tempo completo, e pode ser seguido de um período complementar de três meses.  

Como cheguei cá?  A partir de uma sugestão dos meus Colaboradores.   Só que, para se aceder a qualquer programa governamental - e este, note-se, não dá dinheiro para as empresas, só, e muito bem, para os estagiários - há que investir muito tempo e dinheiro na burocracia mais aberrante que se possa imaginar.  Há que provar que não se deve nada à Segurança Social, ao IRC, ao IVA (como se o Estado credor não soubesse!), seguro de acidentes de trabalho em dia, certificado de registo comercial actualizado, nr. de contribuinte, CAE, assinatura reconhecida por notário, envio de CVs, côr das... não, isso, por enquanto, ainda não é preciso!  Claro que a papeladazinha custa dinheiro... vejam: 11 euros só por reconhecerem a minha assinatura...

Umas boas horas gastas em papéis da treta cheios de carimbadelas, colocação de anúncio na net, entrevistas, e... enfim, encaixota-se a papelada, leva-se ao  Centro de Emprego  da área da sede da empresa e, como diria o nosso Zé Trombinhas, "venham lá os estagiários e tá a andar de mota!",

Mas não está, não senhora!... é que este mês não há verbas, só para o próximo... não este ainda não... contactem para a semana... bom, estamos já em período de férias, falta de pessoal, compreendem?... talvez para o mês que vem...

Por mim, o prejuízo já está contabilizado.  Agora, para 2 jovens que contavam já estar - há meses! - a fazer o seu estágio profissional...


Quinta-feira
26Jun

Diário de uma PME

Por aquilo que vou lendo nos jornais, parece que o governo de José Sócrates continua empenhado em "oferecer" computadores aos alunos do secundário.  E digo "oferecer", porque é muito fácil fazer de Pai Natal quando são os outros a pagarem as prendas.  E a moda parece estar a pegar, pois até a Ordem dos Advogados se lança no programa.  Se não acreditam, vejam aqui

Cá por mim, não vou pedir ao Sr. Bastonário dos Engenheiros para fazer o benchmarking respectivo ao Dr. Marinho e Pinto.  Pela simples razão que não acredito em almoços de borla. 

Agora, e para falar das PMEs, gostava de saber por onde anda o famigerado Plano Tecnológico.  Por exemplo, de que forma é que as PMEs interessadas em avançar na área das tecnologias de comunicação e informação poderiam beneficiar desse Plano.   Não é por nada, mas se alguém precisa e, com urgência, de aumentar a produtividade são as PMEs.  Não os estudantes do secundário - até porque para os modernos exames de matemática nem simples máquina de calcular é precisa.  As novas tecnologias servem para aumentarem a competitividade das empresas por via do incremento da produtividade.  Não são bibelôs para serem mostrados aos colegas de Bruxelas, conjuntamente com os fantásticos incrementos obtidos nos resultados escolares.   

Se o Sr. Primeiro Ministro em vez de andar a promover plataformas para uso de software americano ao preço do ouro, juntasse as cabeças pensantes do Plano Tecnólogico e das universidades portuguesas para o desenvolvimento e disponibilização de software à borla - e bom! - como o Linux, se implementasse uma política de imigração construtiva, convidando - não é deixando entrar -, por exemplo, tecnológicos indianos, garanto que a rentabilidade seria outra..

E digo isto, porque sei que José Sócrates é um convicto admirador das tecnologias nórdicas. Talvez que, se em vez de se fazer fotografar a si e a todo o seu governo com o americano Bill Gates, convidasse e falasse com o finlandês Linus Torvalds, a política das ofertas seria outra, bem mais proveitosa para o país.  Mas aí, já não haveria computadores portáteis "à borla" para a malta levar para a praia, com ligação de banda larga móvel ao hi5 e ao MSN.  Porreiro, pá!


Quarta-feira
18Jun

Diário de uma PME

Tanto quanto me lembro, o Pateira já foi "pescado pela net" há mais de 3 anos e nunca aqui se falou do que é que o autor faz para "ganhar a vida".  Diz-se apenas que é empreendedor, licenciado em engenharia - das autênticas, certificadas pelo IST de Lisboa e pela respectiva Ordem - e MBA.  Acrescenta-se agora que é co-proprietário de uma PME, ou mini, como prefiro chamar-lhe.

Mas, se estão à espera que desate a fazer publicidade quer da empresa quer dos produtos/serviços que a mesma comercializa, desenganem-se.  Para isso, existirá - talvez, não garanto - um miniblogue próprio.  O Pateira é e será, enquanto existir, apenas um passatempo;  não é negócio, é conhaque!

No entanto, como não se vislumbra ninguém por estas internets dos Viriatos a falar - com conhecimento - do que é isto de gerir uma PME em Portugal e porque, às vezes, dá arrepios ver como muitos dos verdadeiros problemas deste país passam "a leste" de muitas mentes "iluminadas" que por cá vão espalhando a sua luz, julgo que não será despropositado falar - de vez em quando - com o "saber de experiências feito".

E para arranque notem, por favor, o seguinte:  isto é Portugal e não a Finlândia, a Suiça, a Alemanha ou a Suécia.  Quer isto dizer o quê?  Que às nossas PMEs falta, comparativamente, a mais preciosa das matérias primas:  a qualificação dos gestores.  Pois é, primeira constatação:  a formação dos portugueses é, de longe, muito mais importante do que o preço do gasóleo, os maus governos, a localização geográfica, as autoestradas, as pescas, etc., etc.

Tivesse este país investido logo após Abril/74 no ensino de qualidade e garanto-vos que um Sr. Eng./MBA a dirigir uma PME portuguesa não seria excepção, mas sim regra.   E aí outro galo cantaria...

E, para lição, pela matéria nuclear me fico.  Porque assim, meus caros leitores, V.Exas. percebem logo porque é que a Classe - nós todos, portugueses - apanhou um valente chumbo!  Agora, repete-se a matéria, porque, ao que parece, o mundo não vai acabar amanhã.


Quinta-feira
12Jun

David vs Golias

Quando em plena jogatana, Portugal-Rep. Checa, vemos enormes filas à entrada das gasolineiras, bem que podemos hastear a bandeira vermelha do estado de alerta.  Algo vai mal no tal reino... e a culpa é do Hugo Chávez ou do compadre de nome impronunciável do Irão;  ou da invasão do Iraque;  ou da Galp;  ou do nosso Governo....

Não, a culpa parece-me que está do lado da globalização.  E aquilo a que estamos a assistir é à luta dos pequenos - os David das pescas, os pequenos agricultores e as pequenas e médias empresas de transporte - contra os grandes - os Golias chamados da grande distribuição e da grande logística.    

Notem que a distribuição em toda a  Europa e América  está concentrada em 4-5 grandes empresas.  Não acreditam?  Pensem Wal-Mart, Media Markt, Zara, Carrefour, Ikea e tentem imaginar o nr. de metros de área de venda concentrados em apenas estes 5 grandes distribuidores.  Aqui V.Exas têm tudo o que comem, vestem, mobiliário e electrónica.  Tudo, menos a tal ponta da "Long Tail", ou seja, só faltam os produtos para os ricos.  Só a Wal-Mart tem 10% do bolo global, algo como X biliões em vendas e... lucros!  E, para movimentar as mercadorias que vemos nos tais milhares e milhares de metros quadrados destes 5 Grandes, não são precisos centenas de transportadores.  Mais uma vez, lá aparecem os tais 4-5. Pensem UPS, FedEx, Chronopost, Deutsche Post AG, Japan Post, etc.

Agora, quando um dos mais importantes factores para a elaboração do preço - o combustível - sofre um aumento tremendo, aonde é que o pequeno e o médio transportador tem almofada para suster o impacto?  Não tem, falta a escala, o tamanho, a dimensão.  Fecha portas e abre caminho para que os grandes se tornem ligeiramente maiores. 

Esta luta é, de facto e, infelizmente, uma luta de morte.  E, a solução não está na baixa do gasóleo ou do ISP.  Está no apoio às pequenas e médias empesas, ou se preferirem, os Estados terão de travar/limitar o crescimento e as quotas de mercado destes grandes players.  Isto se não lhes acontecer antes o mesmo que ao tal camião que, de dia e com escolta, transportou mercadoria.  Mas, à noite, sabe-se lá porquê, ardeu! 

Esperemos que os grandes e os Governos tenham senso suficiente para se evitar tal situação.   Por mim, duvido.


Sexta-feira
02Mai

Sem Tergiversações

aguia.jpgOra cá está um título que me enche as medidas: Sem Tergiversações!

O responsável pelo "palavrão" é o meu caro amigo e colega Paulo Gonçalves Marcos, colunista habitual do prestigiado "Diário Económico".  O tema, cuja leitura recomendo, é "Despedir um CEO pode custar mais que o pacote de indemnização que lhe possa ser atribuído, se não for feito com a celeridade adequada."   Sinal do Tempo é o título.

E, como sinal interessante destes nossos tempos, o Paulo surpreende na parte final da sua prosa ao divergir o foco nos grandes do "business" - os CEOs da Merril Lynch e UBS, para se concentrar em determinado canto da 2ª Circular de Lisboa. Bom, para sermos mais justos, o meu caro colega também aponta outro exemplo pouco edificante a decorrer para as bandas de além Douro.

Agora o que é que este autor da área da gestão quererá dizer com "euforia populista", "fuga para a frente", "director desportivo, sem experiência nem preparação técnica" e, crítica das críticas: rumo imparável a uma “belenização”?

Bom, a lição do Paulo Marcos é esta: A principal preocupação, antes de recrutar e seleccionar um novo presidente, deverá ser a de estabelecer os atributos de “interacção com outro” e “afinidade cultural” entre o candidato a presidente e o "Glorioso", perdão, a organização que se propõe gerir.

Mas, meu caro Paulo, analisado o caso em apreço do outro lado da 2ª Circular, parece um "match" perfeito.  É que nós todos achamos que o vosso CEO está em perfeita sintonia e "afinidade cultural" com a vossa organização.  Isto para falarmos sem tergiversações!


Quinta-feira
24Abr

Venham + 5 (por cento)

Esta história nada tem a ver com a canção do José Afonso, "Venham Mais Cinco".  Trata-se, para variar, de mais um aumento de impostos sobre as infelizes PMEs.  E, desta vez, parece que o governo PS não se contenta com o mísero 1% (a baixa do IVA);  compensa com mais 5%.

Este é o valor que as PMEs - "só" cerca de 97% do universo das empresas portuguesas - irão ter de pagar à Segurança Social por terem trabalhadores contratados a termo certo.  Como poderão verificar neste exemplo verídico A Competitividade e as nossas PMEs, um trabalhador com um salário de €731,00 custa efectivamente à PME € 1,381.- por mês só pelo facto de ter estado contratado a prazo por 2 períodos de 6 meses.  Mas, pelos vistos é pouco.  Há que acrecentar mais 5%, ou seja o novo custo será de €1.450.-. 

E porque é que falo em PMEs (empresas até 50 trabalhadores)?  Porque isto é negociado entre governo, sindicatos e grande patronato.  Os empresários portugueses têm nesta negociação - novo acordo laboral - uns senhores que representarão, quando muito - e incluindo as célebres empresas PIN - , cerca de 3% do seu conjunto.  E, a verdade, há que dizê-lo, estes 5% de aumento de impostos são "peanuts" para eles - Estado incluído - que recorrem sistematica e vergonhosamente à sub-contratação via empresas de trabalho temporário.  Em contrapartida recebem um bónus de 1% pelos altos salários concedidos aos quadros médios e superioes que esses sim, fazem parte dos seus quadros. 

É muito fácil negociar com o Estado recebendo prebendas e dando, em contrapartida, o suor dos poucos empreendedores que este país ainda tem.  Belo socialismo este que privilegia meia dúzia de ricalhaços.  Nem Salazar era tão cínico!


Terça-feira
01Abr

Uma Boa Ideia

tabaco_maquina.jpgJá se sabia que, com a nova lei anti-tabágica, o consumo de maços de tabaco teria de abrandar.  Que o digam os detentores de parte substancial da distribuição do tabaco, os donos das chamadas "vending machines".  Nada a fazer, senão esperar pela baixa nas vendas e consequente declínio na rubrica lucros. 

Mas, por vezes, os momentos de grandes dificuldades são uma janela aberta para a criatividade e consequente desenvolvimento de novos negócios.  Sobra espaço nas máquinas, por falta de procura?  Porque não preenchê-los com outras embalagens, por exemplo, preservativos?

Foi isso mesmo que fez uma empresa de Braga.  Com estreia prevista para este mês, a Rodiflex - é esta a empresa - vai carregar 500 máquinas com 10.000 embalagens de preservativos contendo cada uma 3 unidades ao preço unitário de 1 euro a caixa.  Mas a meta será atingir os 20 cêntimos por unidade.

Ajuda-se assim a combater a sida, incrementando o uso de preservativos - o nosso consumo anual per capita é de 1,6 ao passo que os nosso vizinhos consomem 3,1 - e fazendo um belo negócio, de baixo investimento inicial e retorno seguro.


Terça-feira
04Mar

Diz Quem Sabe

"Os 5 maiores bancos a actuar em Portugal lucraram €2892 milhões, tendo a CGD liderado os ganhos seguido do BES e do BCP"

Relatório das contas dos bancos relativos ao ano de 2007

"...Manter uma evolução equilibrada entre rentabilidade, crescimento, solidez financeira e boa gestão de risco é um dos objectivos, mas a actual administração enfrenta uma fasquia muito elevada face aos lucros obtidos em 2007 onde a Caixa registou um lucro de €865,3 milhões, mais 16,7% do que em 2006 e deste montante vai entregar cerca de 300 milhões ao seu único accionista, o Estado... 

...O aumento dos riscos de crédito determinará o aumentos dos "spreads" (margem cobrada nos empréstimos concedidos)."

Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos

"As taxas de juro reais - descontando a inflação - dos empréstimos em Portugal são actualmente as mais elelevadas da década.  É preciso recuar até aos anos de 1999, no caso do consumo, e de 2000 na habitação, para encontrar valores superiores."

Expresso 1/03/2007

Para garantirem lucros, os bancos aumentam os preços, prejudicando o cliente.

É o mesmo que o Estado faz, quando não tem dinheiro, aumenta os impostos.

Belmiro de Azevedo


Sexta-feira
09Nov

Quo Vadis PTM?

Um desafio para ganhar.  É assim que Rodrigo Costa, CEO da neófita PT Multimédia vê a sua missão.  

Só não se percebe bem qual é o tal desafio.  Derrotar, em concorrência aberta, o o seu alter-ego Portugal Telecom?  Tornar-se a número um no “triple play” residêncial?  Focalizar-se no entretenimento?  Diversificar para a voz móvel?  Ou será antes engordar o porquinho para a Páscoa?   

Lá que há muita gente gente à espera do bicho para a matança, lá isso há....


Quinta-feira
08Nov

A Maratona do BCP

"... É preciso encontar alguém que faça a transição.  Na administração do BCP há uma pessoa com a idade certa, inteligência sóbria, visão abrangente do negócio que devia merecer atenção:  António Castro Henriques.  É um homem invulgar.  Não tem nada de carismático, mas é eficaz, eficiente e tem uma visão estratégica lúcida.”

Depoimento de um director do BCP a Nicolau Santos, Expresso 3/11/2007   

De facto, não se compreende como é que este gigante da nossa banca pode andar tão distraído.  Até parece que o BCP desaprendeu tudo em 2007. 

Terão de ser os homens da primeira linha a recordar que ainda há generais à altura de vencer a guerra?  Ou será que os accionistas estão convencidos de que o seu banco encontrou Milcíades em Maratona?

Não há dúvida de que os jardins de Babilónia amoleceram o espírito vencedor do BCP...


Terça-feira
06Nov

A Síndrome de Joe Berardo

570923-1134809-thumbnail.jpgDefine-se síndrome como o conjunto de sintomas provocados pelo mesmo organismo e dependentes de causas diversas que definem uma doença ou perturbação.

E de que doença se fala aqui? Dos elevados montantes que auferem certos órgãos de gestão das grandes empresas?  Não propriamente, porque essa não será a doença, quando muito será uma das suas manifestações ou sintomas.  A doença está no efectivo controlo da empresa.  E essa é uma doença do moderno capitalismo, ou se quisererm, do capitalismo popular, pouco interessado em saber quais os objectivos e missão da empresa, contentando-se apenas em olhar para o valor diário da cotação em bolsa.

Digamos que Joe Berardo quer assumir o papel do primeiro entre os pequenos accionistas.  Quando os órgãos de gestão sobrelevam os accionistas há, por vezes, um conflito de interesses.  Assim sendo, atacar os ordenados e as mordomias é popular e atrai os média, mas não resolve a questão de fundo que é saber para onde deve a instituição caminhar, no melhor interesse do accionista. 

Só que, nos casos da PT e do BCP não se percebe muito bem o que quer o tal primeiro entre os pequenos.  Uma coisa é certa:  não será um desiderato do Comendador defender os trabalhadores ou este ou aquele gestor.  Também não parece certo que o sr. Joe Berardo tenha uma visão de médio ou longo prazo.  Resta-nos assim, o gráfico da subida ou descida da acção.  Poderá dar-se o caso que o nosso Comendador não domine lá muito bem a língua de Camões, mas para gráficos, de certeza que não lhe faltará olho.


Quarta-feira
31Out

Os Lucros da Banca

Porque será que os bancos são tão atractivos e ganham tanto dinheiro, mesmo com as economias em crise?

Se olharmos para a tão falada globalização do comércio, em crescimento rápido, temos de percebr que o sistema financeiro acompanha – sempre – este crescimento.   O preço de cada bem ou serviço tem a si associado – quer na parte da produção, quer na parte da distribuição ou na da comercialização – um pagamento financeiro.  Ou será que um simples pagamento na caixa do supermercado não é feito com um cartão e, claro, uma comissão?  E, se o preço aumenta, a comissão acompanha. E as acções?  Quer o investidor compre ou venda, quer ganhe ou perca, há sempre uma comissão de intermediação.

E é preciso não esquecer que, mesmo com mercados em baixa, mesmo com toda a gente a querer vender, a bolsa é um jogo de soma zero.  Isto é, só se vende quando existe um comprador.  E, havendo comprador e vendedor, existe também o agente financeiro.

Não são as margens especulativas ou os altos juros, ou a baixa taxa de impostos paga que catapultam os lucros da banca.  É a crescente globalização, ou como se diz correntemente: é a economia, estúpido!


Sexta-feira
26Out

Liderar o Revenue Assurance

Vamos por partes:  o que é o "Revenue Assurance"?

"É uma ferramenta de software que garante uma melhor gestão operacional das receitas, evitando perdas".  Haverá, no mundo, cerca de 5 a 6 empresas que detêm o know-how deste sofisticado mercado.

Uma delas chama-se Wedo Consulting e, ao que li nos jornais, adquiriu outra das grandes, a irlandesa Cape Technologies.  Vai daí, a tal Wedo chamou a si a liderança deste suculento mercado mundial e conta agora com cerca de 370 colaboradores espalhados por 11 países.  É assim esta coisa da globalização.  Não é para quem quer, é para quem sabe e faz.  É para os Schwartzs, os Hurleys, os Ellisons, e um tal de... Rui Paiva!

Este Rui Paiva é o CEO da tal Wedo que, afinal é bem portuguesa e está ali para as bandas de Carnaxide e que, a propósito deste negócio disse:

- A liderança do mercado mundial traz vantagens evidentes, mas também novas responsabilidades, mas estou certo de que a nossa equipa está à altura do desafio.

Eu, que o conheço, acredito nestas palavras.  Agora, notem que este Rui Paiva não diz "eu" mas "a nossa equipa".  E que equipa que esta rapaziada formou!   Parabéns e bons negócios.