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Fiscalidade Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business... ![]()
Quarta-feira, Maio 21, 2008 at 11:00AM Se o meu caro leitor reside em Portugal, certamente já recebeu um ou mais mails apelando ao boicote à Galp, à BP e agora até à Repsol. Como empresário e como cidadão, não alinho em boicotes às empresas. Não porque tenha receio de que me calhe a mim também - sou demasiado pequeno para tal -, mas porque sei que tais acções de nada valem. A curva da oferta e da procura não é totalmente elástica; se o preço ultrapassa um certo patamar, a corda parte e quem sofre é a empresa. Estas realidades básicas são bem conhecidas das petrolíferas e se elas não baixam o preço é porque não podem. Ponto final.
Olhando para o outro lado da equação, há quem peça ao Governo uma baixa no respectivo imposto - ISP -, mas este recusa. E eu estou de acordo. Aqui convém esclarecer-vos de que não sou accionista de nenhuma petrolífera nem adjunto de nenhum ministro. Mais: tenho carro, pago transporte de mercadorias, pago gasolinas, gasóleos, etc. Então. porque é que, mesmo prejudicado, apoio? Pela simples razão de que não há justiça fiscal quando a maioria dos contribuintes subsidia o transporte pessoal.
Se é cada vez mais caro andar de carro, primeiro poupem: andem mais devagar, cortem em tudo o que é desperdício de kilometragem, usem o mais que puderem os transportes públicos, etc. Se, mesmo assim, não conseguirem suportar a despesa, parem o veículo ou, melhor: vendam-no. Porque, como dizia o meu avô, "as coisas são como são e nós temos de vê-las como elas são".
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Terça-feira, Março 25, 2008 at 11:00AM De acordo com os jornais, quem, a partir de agora resolver casar, terá de preencher um inquérito onde revela quem forneceu e a que preço o vestido da noiva - e o fato do noivo, já agora - as flores, a almoçarada, o bolo, o aluguer das viaturas, o coro da igreja, o fotógrafo, os músicos e por aí fora. Tudo isto, ao que parece, no prazo de 15 dias: Caso não respondam - acautelatoriamente, é favor encurtarem as respectivas luas-de-mel - pagam uma coima variável entre 100 a 2.500 euros.
Já gora, é favor não esquecerem o envio das cópias das facturas, recibos, vendas-a-dinheiro, etc. - não se aceita a despesa das fotocópias e o padre também tem de passar recibo, porque a Concordata já era. Ah!, e se não perceberam nada de contabilidade, convidem para a cerimónia um contabilista. Podem, naturalmente, juntar a respectiva conta, mas nada de deduzir o "prato" do referido técnico.
Eu só me pergunto porque é que o Fisco não paga salário aos nubentes. Ou será que por terem casado com a Direcção-Geral de Impostos não têm direito a vencimento?
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007 at 04:00PM "Um em cada cinco contribuintes tem razão quando reclama junto do Fisco, admitiu o ministro das Finanças. As reclamações variaram entre 35 e 38 mil nos últimos cinco anos. A resposta demora 6,5 meses e havia 27.440 processos em 2006."
in Expresso 24/11/2007
"Com esta orientação que trata todos os contribuintes como potenciais suspeitos de fuga ao fisco, o Estado pode aumentar a cobrança fiscal (embora depois perca 70% dos processos na administração tributária), mas começa a perder a razão."
Nicolau Santos in Expresso 24/11/2007
"O que a minha experiência me diz é que o Estado perde cerca de 80% dos processos que o Fisco move contra os contribuintes."
António Lobo Xavier in Quadratura do Círculo
Bom, entre 20% (valor referido pelo ministro das Finanças) e 80% há uma "ligeira" diferença, não acham?
Já agora, quem paga toda esta inutilidade junto dos abarrotados tribunais portugueses? Pois é, sempre o mesmo, nós todos!
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Sexta-feira, Novembro 23, 2007 at 04:00PM A informação divulgada pela Administração Fiscal de que vai implementar até ao final do corrente ano uma caça à bolsa dos contribuintes com dívidas ou fugas ao fisco faz-me lembrar os filmes de cowboys que mostram o sétimo de cavalaria americana a atacar os apaches, em pleno deserto do Nevada. O ataque era sistematicamente iniciado com os fortes toques de clarim e os disparos para o ar. Não eram para matar, simplesmente para assustar, confundir e retardar a reacção do pele vermelha.
Nada tenho a opôr ao princípio básico de que todos, sem excepção, temos de cumprir com as obrigações fiscais. Também percebo que, se houver muitos que não cumprem, muitas serão as execuções e maior será o número provável de falhas por parte da Administração. Querem poucos erros? Sejam mais os que cumprem.
O meu problema é a tal fanfarra que não só atrapalha o pele vermelha mas também o pobre do colono que a cavalaria pretende proteger. Porque se nós colonos sabemos quantos peles vermelhas há e o mal que nos fazem, nada sabemos sobre a cavalaria, Estarão lá os melhores, os métodos que utilizam serão os mais correctos, respeitarão as nossas liberdades? Quem conhece estes dados? A cavalaria.
Porque é que um contribuinte que tenha razão numa determinada reclamação julgada em tribunal tem de recorrer novamente ao tribunal para que o Estado cumpra, isto é, devolva o que não é seu? Isto é aceitável? A Justiça é assim tão barata e célere que esteja ao alcance de todos? Não serão os mais pequenos e indefesos a sofrererm mais, e a terem de se calar? Que percentagem de processos é que o Estado perde? 20, ou 80%?
Queremos os dados estatísticos que estão na posse da cavalaria. São nossos e não de um qualquer Estado ou Governo. Exigimos a sua publicação e exigimos, acima de tudo, que o Estado respeite e cumpra escrupulosamente, perante os contribuintes. Publiquem listas de quem não paga, mas publiquem também as das dividas do próprio Estado.
Lembram-se de quantos anos estiveram os dados dos exames do secundário longe da nossa vista? Esconder informação - que é de todos nós - é exercer a democracia?
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Segunda-feira, Novembro 19, 2007 at 03:00PM ...O combate à evasão e fraude fiscal tem recebido o aplauso generalizado dos cidadãos e o ambiente criado pela efectiva eficácia da adminstração fiscal tem calado os que se vangloriavam publicamente de não pagar impostos. Mas a este notável desempenho tem-se juntado um excesso no modo de actuação que desiquilibra a capacidade de defesa do contribuinte.
Começa a confundir-se rigor com abuso, eficácia com prepotência, equidade com gula por receita...
Manuela Ferreira Leite, in Expresso 17/11/2007
Sobretudo, e como sempre, sobre os mais pequenos e indefesos, as PMEs
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