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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Entries in Livros (36)

Sexta-feira
27Jun

LA's CliffsNotes

Small_Step.jpgSmall steps? Sure I can handle it: 

"One Small Step Can Change Your Life: The kaizen Way" by Robert Maurer, Ph. D.

Workman Publishing, New York


First step:  what is kaizen? By simple words: continuous improvement. 

The word Kaizen is a compound Japanese word. "Kai" means "little," "ongoing," and "good". "Zen" means "for the better" and "good".  The word has become part of the Toyota Production System (TPS) where it means "small continuous improvements on everyone's part". 

Second step:  So, Kaizen is one more theory about leadership and management, one elaborate sert of smoke and mirrors for consulting firms to charge you an arm and a leg?  Not quite..the key issue here is that the elimination of wastes is the fundamental, bottom-line, measurable objective of kaizen.  As you guessed, It is also a philosophy, a way of living.

And that is what this books talks about:  dealing with you day-to-day life as well as companies, sure, but aiming at continuous improvement, taking small steps, eliminating waste.  So what waste are we talking about?  Your smoking, drinking, gambling bad habits;  you weight excess, your stress, your forgotten heart, maybe? 

As Dr. Maurer says, "when failure isn't an option" - imagine the pilots who take off and land from navy decks, or a cardiac-risk behaviour -   you must do something!  By training yourself to spot and solve small problems, you can avoid undergoing much more painful remedies later.  So, what about doing something for that belly of yours that cannot stop growing?    And, as Lao Tzu said:

"A journey of a thousand miles must begin with the first step."  So start by reading this small book. 

Robert Maurer is an Associate Clinical Professor at the UCLA School of Medicine, a behavioral health instructor at the California Health & Longevity Institute in Westlake Village, California, and runs The Science of Excellence, a consulting firm.


Sexta-feira
08Fev

LA's CliffsNotes

Sabedoria.jpg

Para qualquer pessoa disposta a repensar as suas noções mais básicas... 

"A Sabedoria das Multidões" de James Surowiecki

Lua de Papel, Setembro de 2007

Versão Original: The Wisdom of The Crowds, 2005

De acordo com o interessante prefácio de António Câmara, presidente da YDreams, a Sabedoria das Multidões é um testamento sobre a importância da inteligência colectiva na Idade da Internet.  Isto porque essa inteligência colectiva (isto terá alguma coisa a ver com a tal "grande inteligência colectiva" do jesuíta Pierre Teilhard de Chardin?) pode conntribuir para a melhoria da tomada de dicisão nas esferas pública e privada.

A questão que a todos nós se coloca é esta: Surowiecki fala das multidões e, para nós, isto são as "massas", às quais costumamos associar epítetos do género: estúpidas, rebanho acéfalo, ignorantes, etc.  Afinal e, sob as circunstâncias certas, estas massas são melhores a resolver problemas,  a tomar decisões ou mesmo a prever o futuro do que os mais reconhecidos "tecnocratas" do saber.

Mas, continuo desconfiado... se é verdade que, se encher um frasco de feijões e pedir palpites a dezenas de adivinhos, descubro que a média dos palpites individuais está próxima, mesmo muito próxima da realidade.  E a verdade é que, jogos na inerternet sobre candidatos como o "Bolsa Política" fornecem resultados certos ao milímetro!  Coincidências?  Nahhh...

Agora, se aceitarmos que existe de facto essa inteligência colectiva e que ela nos é útil, o autor alerta-nos para as condicionantes do "jogo" e que são quatro, a saber: diversidade (não perguntem a uma assembleia de fundamentalistas muçulmanos o que pensam da religião...) descentraliação (não perguntem a uma equipa desportiva o que pensa sobre a performance, com o treinador a ouvir), agregação (agrupar as informações) e independência (não perguntem aos nossos advogados ricos o que pensam sobre o actual bastonário).   Parece fácil, mas requer leitura atenta, que se recomenda.

James Surowiecki, ex-professor de História Americana na Universidade de Yale, é um jornalista americano que escreve regularmente no "The New Yorker" uma coluna sobre  gesyão e finanças chamada "The Finacial Page".  Vive em Brooklyn, Nova Iorque.


Sexta-feira
18Jan

LA's CliffsNotes

570923-1265476-thumbnail.jpgO "Guerra e Paz" do século XXI?

"As Benevolentes" de Jonathan Littell

Prémio Goncourt; Grande Prémio do Romance da Academia Francesa

Publicações Dom Quixote, Dezembro de 2007

As Erínias, Eumênides ou Benevolentes eram, de acordo com a mitologia grega, deusas perseguidoras, vingadoras e secretas e parece que o autor foi buscar inspiração para este épico depois de ver uma fotografia de um partisan soviético, Zoya Kosmodemjanskaja, a ser executado pelos Nazis.

O romance conta a história do SS Oberstumbannfuhrer (tenente-coronel das SS) Maximilien Aue, alemão de origem francesa, doutorado em Direito Internacional, amante do piano - que nunca aprendeu a tocar -, homossexual incestuoso e próspero homem de negócios no pós-guerra.  Na sua "Toccata" - introdução - é o próprio Dr. Aue que nos fala: 

Os que me lêem nunca poderão dizer: Não matarei, é impossível; poderão dizer quando muito:  Espero não matar.  Também eu o esperava, também eu queria viver uma vida boa e útil, ser um homem entre os homens, igual aos outros, também eu queria contribuir com a minha pedra para a obra comum... Adiante, se vos digo que sou como vocês!

Nazi arrependido?  Nem por sombras.  Mas para compreendermos este Max Aue, temos de recorrer a Hanna Arendt, à sua monumental obra "As Origens do Totalitarismo" e, sobretudo, ao polémico "Eichmann em Jerusalém" que deu à luz o conceito da "banalidade do mal";  Eichmann, também SS Oberstumbannfuhrer e notório carrasco-burocrata de Himmler, apenas cumpria ordens.  E, tal como Arendt denunciou, a cooperação de alguns dirigentes judeus com os nazis é descrita também neste romance.  Nas Benevolentes está a banalização do terror, a manipulação das massas, o acriticismo face à mensagem do poder e as duas faces da mesma moeda do totalitarismo:  Hitler e Stalin.  A este propósito é notável o diálogo entre Aue e um comissário político russo aprisionado, pouco antes da derrocada de von Paulus em Estalinegrado.  Aue conclui que o comunismo falhará, apenas porque a revolução marxista não fora feita na Alemanha...

Trata-se, sem dúvida, de uma obra monumental sobre o Mal, o grande tema que as duas guerras mundiais - sendo a segunda, o retomar de um "trabalho" não acabado - nos legaram.  De difícil leitura pela pornografia da desumanidade nele contida - descreve o longo cortejo de horrores da frente russa, os campos de extermínio e a derrocada de Berlim -, custa a aceitar que um jovem, nascido em Nova Iorque, mais de vinte anos depois do fim do conflito, tenha esta assombrosa capacidade de nos mostrar que não há humanos inocentes, que um demónio no Paraíso voa na sua própria nuvem de Inferno

Jonathan Littell, nasceu em Nova Iorque, em 1967. As Benevolentes é o seu primeiro trabalho literário. Graduado pela Universidade de Yale, é descendente de judeus que emigraram da Polónia para os USA.  Escreve em francês e vive em Barcelona.


Quarta-feira
26Dez

O Bar Casa Grande

PedroJuanGutierrez.jpg... Por volta das cinco dirigi-me calmamente à igreja.  O calor e a humidade ainda eram sufocantes.  A entrada para as reuniões dos Alcoólicos Anónimos é por trás.  Era cedo e ainda estava fechado.  Caminhei um pouco mais.  Parei numa esquina para fazer tempo.  E ali estavam as tentações todas à minha frente:  o bar Casa Grande, velhíssimo, desmazelado até à imundície, e sem nada nas prateleiras, mas num canto do balcão havia um empregado a vender rum barato, cigarros e charutos.  Isso nunca faltava.  E as mulatas e as negras - as brancas aborrecem-me, definitivamente - a passar pelo passeio com os seus formosos corpos e desplante fresco e provocador.  Entrei no Casa Grande.  Sentei-me num banco e pedi um duplo.  Fica na esquina de Águila e San José, quer dizer, rodeado de fogo ao rubro.  Gosto deste bairro, atrás do Capitólio.  É uma caldeira infernal de azeite a ferver.  Mas não queria envolver-me.  Limitei-me a beber e a olhar para as mulheres que passavam pelo passeio.  Às sete menos cinco, levantei-me e fui à minha primeira reunião dos A.A.  Ia esperançado.  E curioso.  Não fazia a menor ideia de como seria.  Detive-me a uns metros da porta.  Olhei lá para dentro.  Desde a rua.  E não pensei.  Simplesmente não pensei.

Voltei ao Casa Grande.  Pedi um duplo e um tabaco.  O terrível é a incerteza.  É tão mortífera como um balázio nas têmporas.

Pedro Juan Gutiérrez in "O insaciável Homem-Aranha"


Sexta-feira
14Dez

LA's CliffsNotes

570923-1203926-thumbnail.jpgO rio das polémicas... 

"Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares

Oficina do Livro, 2007

Antes de mais, li este livro de MST, porque gostei do anterior, Equador.  Quanto à crítica de Vasco Pulido Valente, só parcialmente a li, e não me interessa, na minha posição de simples leitor de um romance, saber se as datas estão ou não correctas, se o Carlos Prestes foi preso dia tal ou se Salazar decretou o embargo da venda do volfrâmio aos nazis na véspera do Dia D.   Para saber isso, comprava um compêndio de história.  Aliás, o autor não se arroga do título de historiador apesar de o aviso no final - recorri às fontes tal e tal - me parecer de todo descabido, quando dirigido a "caçadores de erros".  Antecipação de polémicas?

Contudo, VPV não deixa de ter alguma razão na sua crítica, porque o Rio das Flores exagera nas análises pormenorizadas das situações políticas portuguesa, espanhola, brasileira e mundial, em geral.  Parece que MST não soube resistir à tentação de "comentar" o período de 1915 a 1945 como se alguém lhe tivesse pedido um conjunto alargado de crónicas e comentários.  Qual é, afinal, a mais-valia que tamanha documentação histórica trouxe ao livro?

Mas indo ao romance que esse sim é género-maior da literatura, enquanto lia, não pude deixar de comparar a saga desta politizada família de Estremoz à "Idade de Ouro" de Gore Vidal que cobre ele também parte do período histórico de "Rio das Flores";   e a comparação deixa mal o nosso MST.  Falta-lhe o génio e a riqueza da narrativa de Vidal.   Nada contra os escritores portugueses.  E, se calhar, até por isso, porque me habituei a Saramago e a Lobo Antunes.

Lamento que MST não tenha "tirado tudo" de uma personagem - a mãe dos manos Pedro e Diogo - que tinha imenso potencial até porque era a única que atravessava todo o período em fase adulta e de amadurecimento, e poderia dar alguma "coesão" à narrativa.  Essa sim, como repositório da memória familiar, poderia ser o contraponto à memória histórica.  O mundo, sabemos como mudou, mas e esta família de latifundiários alentejanos? Não sei, mas a obra ficou algo seca, despojada de colorido e árida, tal como a paisagem alentejana dos nossos dias.  Para já, fico-me pelo Equador. 

Miguel Sousa Tavares, nasceu no Porto e é licenciado em Direito, tendo abandonado a advocacia para se dedicar ao jornalismo.  Publicou o seu primeiro romance, Equador, em 2003.


Sexta-feira
30Nov

LA's CliffsNotes

historia_saber.jpgToda a história do conhecimento num livro?

"Breve História do Saber" de Charles van Doren

Asa Editores, 2007

De acordo com a editora e graças a uma vida dedicada ao estudo, Charles van Doren proporciona-nos uma magistral síntese da história do saber onde se mesclam os mais positivos acontecimentos filosóficos, históricos, artísticos, religiosos e científicos desde a sabedoria dos antigos (Mesoptâmia, Grécia, Roma…) com os episódios mais destrutivos da política e da guerra, e encerra com uma análise do que foi o último terço do século XX e uma projecção dos possíveis avanços dos próximos cem anos.

Quanto à projecção (a edição original remonta a 1991), o nosso célebre futebolista das "previsões só no final do jogo" tinha razão.  Mais valia a van Doren ter omitido esta parte, porque não acertou!

Quanto à evolução da filosofia e da religião, o livro tem profundidade e eu até diria que o tratamento das crenças e da ética ultrapassa o que deveria ser uma síntese.  O mesmo exagero na preocupação pelas épocas de barbarie e pelas guerras.  É uma escolha, mas ficamos com a sensação de que poupando páginas sobre esses temas algo mais deveria ter sido escrito sobre a ciência em geral, a arte, a política, a economia, etc.  Claro que é fácil de criticar, porque o saber e a sua história dá "pano para muita manga", mas mesmo assim, não cabe tudo. 

De qualquer forma, é uma obra de interesse e bem escrita por um autor possuidor de vasta cultura.  Excepto no que se refere aos Descobrimentos, porque aí ficou-lhe o saber quase todo do outro lado da Península.   

Charles van Doren, é Licenciado em Matemática e Literatura, foi director da Enciclopedia Britannica e vice-director do Institute for Philosophical Research de Chicago.  Ah! E foi fonte inspiradora do filme Quiz Show!


Sexta-feira
26Out

LA's CliffsNotes

570923-1103544-thumbnail.jpgWhy read a 500 pages book, written by a golden ager economist? 

"The Age of Turbulence" by Alan Greenspan, Penguin Press 2007

Portuguese version, "A Era da Turbulência", Editorial Presença, 2007


Well, 60 years of American and world economy mean something, don't you think?

The first part of this book is an autobiography.  Son of a stockbroker, Mr. Greenspan eventually made his way to Wall Street, where he ran a consulting business that forecast the economy.  It seems that his path was somehow imposed by circumstances and that playing jazz with Stan Getz was a much more exciting option.  But when a jazz player profits from intermissions reading economics or taking care of his fellow musicians IRS... he ends up buried in numbers and equations!  Did we loose a good musician or gained a talented economist?

According to Greenspan, the second is true, since he hardly admits errors or having ambitions. He seems to want people to believe that he accepted his fantastic ascent with reluctance. Well... he would be the first!   However, the second half of this book is an interesting series of meditations on economic issues, about capitalism definitions, income inequality the rise of China, problems in Russia, Europe, etc.  Again, 60 years of experience is worth reading.  And you don't need to be an economist;  in fact, even a musician can read and understand it.  It is not a Beethoven simphony, but a good Gershwin Raphsody in Blue.

Alan Greenspan is an American economist and was Chairman of the Board of Governors of the Federal Reserve of the United States from 1987 to 2006. He currently works as a private advisor making speeches and providing consulting for firms through his company, Greenspan Associates LLC.


Sexta-feira
12Out

LA's CliffsNotes

visao_periferica.jpgI should have read this book, years ago: 

"Peripheral Vision - Detecting the Weak Signals That Will make or Break Your Company" by George S. Day and Paul Schoemaker, HBS Press 2006

Portuguese version, "Visão Periférica", Actual Editora, 2007


The inability to interpret weak signals; to focus - positioning, objectives, targeting, segmentation - only on the day-to-day organization issues, could be trapping, if management don't make a conscious effort to overcome the resultant "vigilance gap".  As Shakespeare would say, "that is the issue"

The dominant logic and inertia in organizations are so powerful that leaders forget the peripheral.  How to improve this short-sightedness?  Which developments on the periphery of their corporate vision managers can safely ignore, and which ones pack the disruptive potential to fundamentally change the world in which they compete?

This is not the traditional case study book where one learns how not to make other's mistakes.  However it has a practical appendix called "the strategic eye exam" where you can find the difference between your organization's needs for peripheral vision and the ability to capture the surrounding signs.  A metaphor worth of reading and thinking.  

George S. Day is Professor of Marketing at the Wharton School of Business; Paul Schoemaker serves as the Research Director of the Mack Center for Technological Innovation at the Wharton School where he teaches strategy and decision making.


Sexta-feira
27Jul

LA's CliffsNotes

Blanchard.jpgMas, afinal, o que é a liderança?

"Um nível superior de liderança" de Ken Blanchard, com sócios e consultores das empresas de Ken Blanchard 

Actual Editora, 2007

Na opinião deste estudioso da matéria, liderança é a capacidade de influenciar outros, libertando o poder e o potencial dos indivíduos para alcançar o bem superior.  Se calhar, não vemos nada de novo aqui, excepto o tal "bem superior".  Para Blanchard, a liderança não é só estabelecer objectivos e alcançar resultados, porque isso é apenas uma conquista pessoal;  é antes um processo de alcançar resultados válidos, agindo com respeito, preocupação e justiça para com o bem-estar de todos os envolvidos. 

O lucro - que é um objectivo legítimo - não basta, porque fica de fora a condição humana da organização.  Daí o título: "um nível superior".  E a pergunta que todos nós fazemos é, valerá a pena o esforço?

Sinceramente e durante a leitura deste livro, quase que me convenci de que não, até que cheguei ao último capítulo escrito pelos 2 mestres - o casal Blanchard - juntamente com Pat Zigarmi, aluna de doutoramento do Ken.  Trata-se aqui de uma disciplina do Mestrado em Liderança intitulada "Comunicar o seu ponto de vista de liderança";  quem nos influenciou, qual o nosso objectivo de vida, valores, o que é que os colaboradores podem esperar de nós e nós deles, como dar o exemplo.  No fundo, determinarmos que tipo de líderes somos - e todos, sem excepção, somos líderes de algo.  E lá me surgiram a justiça, a ética, a vontade de mudar, o exemplo que pretendo passar, o meu objectivo de vida.  E, sem este "lastro" ninguém pode, verdadeiramente, liderar.  Só por este exercício, que recomendo, vale bem o esforço da leitura.

Ken Blanchard, co-fundador da consultora "The Ken Blanchard Companies", nomeado no Amazon Hall of Fame como um dos 25 maiores autores de best-sellers de todos os tempos, e ainda Professor de Liderança na Universidade Cornell.


Sexta-feira
20Jul

LA's CliffsNotes

revolucionarios.jpgQueremos ter um País de cidadãos valorizados e responsabilizados, senhores do seu destino e solidários.…

"Revolucionários - Por um País de Oportunidades para Todos"  Compromisso Portugal

Booknomics, 2007

"Este livro é mais um contributo do Compromisso Portugal para que a Sociedade Civil não se demita de debater o que é essencial. Pensar o País não é um exclusivo dos partidos políticos. Tornar Portugal num País de Oportunidades para todos também não."

Ler este livro é, tão só, ficar a conhecer as posições políticas do Compromisso Portugal?  Não me parece, até porque não existe verdadeiramente uma "posição política" deste movimento.  Quando muito, o que aqui se pode ler são reflexões/textos de alguns responsáveis pela criação deste movimento como Alexandre Relvas, António Carrapatoso e Joaquim Goes, bem como conhecer a compilação das principais propostas saídas das reuniões do Convento do Beato e recordar a polémica surgida na imprensa.

A obra também inclui dois textos inéditos de Vasco Pulido Valente - sobre a História do Liberalismo em Portugal -, e Rui Ramos - sobre o que é hoje a agenda liberal.

Se quiserem, Revolucionários não é uma obra acabada.  É antes um ponto de partida para que todos nós, de uma forma sistematizada, pensemos este nosso Portugal em várias das suas vertentes: o Modelo Social, a Justiça, a Educação, o papel do Estado, a Competitividade, o Ambiente, o Ordenamento do Território, etc.   

Podemos ou não concordar com as propostas apresentadas, mas algo de muito positivo daqui resultou:  crescemos como "Sociedade Civil", melhoramos a qualidade da nossa Democracia, despertamos para o debate.  Somos um país pequeno, mas teremos de ser grandes nas ideias se quisermos criar o Portugal das Oportunidades para todos.


Sexta-feira
13Jul

LA's CliffsNotes

capa_portugal_global.gifPor mares nunca doutro lenho arados…

"Portugal - O Pioneiro da Globalização"  de Jorge Nascimento Rodrigues / Tessaleno Devezas

Centro Atlântico, 2007

Capítulo I, citação de Marcel Proust:

"A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas terras, mas fazê-lo com novos olhos". 

Esta é a melhor definição para este livro:  não é uma História nova dos Descobrimentos, é a mesma História vista com novos olhos.  Que o mesmo é dizer que, recorrendo a Schumpeter, Kondratieff, Thompson e Modelski e à física dos sistemas não-lineares (nomeadamente Teoria do Caos e dos Sistemas Complexos), há novas estruturas/ferramentas capazes de nos darem uma visão mais abrangente da mudança das sociedades.  Como?

O que os autores nos propõem é a formulação da evolução da História por ciclos longos - tipicamente de 120 anos em média -, associados a vagas de inovação tecnológica e estratégica e de emergência de potências.  Daí que a concepção e o nascimento  da globalização teria um ligeiro esboço no século X com a dinastia chinesa Sung concretizando-se realmente com os portugueses de quinhentos.  

Finda a leitura, a tese tem fragilidades - sobretudo na análise quantitativa. De qualquer forma, o livro permitiu-me "rever" os Descobrimentos à luz de uma nova matriz, aceitar a ideia de que Portugal "inovou na arte de inovar", mas não fiquei convencido de que fomos pioneiros da globalização.  Dilatar a Fé e o Império, monopolizar rotas marítimas (o regime de Mare Clausum), instaurar em larga escala o comércio de escravos, expulsar Judeus e instaurar a Inquisição, para citar algumas realidades da época, julgo nada ter a ver com globalização.  

Jorge Nascimento Rodrigues, editor de portais e de blogues, colaborador do Expresso desde 1983 e Tessaleno Devezas, Professor Associado com Agregação no Departamento de Engenharia Electromecânica da Universidade da Beira Interior.  Mais sobre os autores, no site do livro.


Sexta-feira
29Jun

LA's CliffsNotes

570923-883712-thumbnail.jpgUm bom romance para ler nestas férias…

"Na América"  de Susan Sontag 

Gótica, 2001

Na América é uma novela cuja accção se desenrola no século XIX e que oferece tanto uma visão histórica dos Estados Unidos de há 130 anos, como uma reflexão sobre o presente. A protagonista é uma actriz polaca que parte para a Califórnia com o objectivo de encontrar uma utópica comunidade de patrícios - a comuna hyppie de hoje? - no Novo Mundo (a velha história do sonho americano).  O facto de Maryna Zalezowski ser uma actriz estrangeira resume a história: ela vai conquistar a América com sua capacidade de representar e reinventar-se ou redescobrir-se, mesmo nas mais adversas condições.

Levando consigo o seu filho e o marido - um aristrocata em ruptura com a família - Maryna descobre que na comitiva se inclui um jovem escritor apaixonado por ela.  Apesar da comuna se vir a desfazer, a actriz não desiste do seu intento de alcançar a fama, atingindo-o ao contracenar com o maior actor americano da época e ao criar a sua própria companhia.  Um romance rico em personagens, nos temas que aborda e nas descrições que faz.

Susan Sontag (1933 - 2004) foi uma famosa escritora, crítica de arte e activista dos direitos humanos americanaPela publicação de "Na América", recebeu em 2000 um dos mais importantes prémios do seu país, o National Book Award e o Jerusalem Book Prize.


Sexta-feira
22Jun

LA's CliffsNotes

570923-872214-thumbnail.jpg"Management is dealing with risk.  So is this book" 

"The Upside: the 7 strategies for turning big threats into growth breakthroughs" by Adrian J. Slywotzky, June 2007

Crown Business

The goal of this book is to show how you can recognize the movements of risk, anticipating them, and prepare yourself to transform them, making real the upside potential hidden within the downside risk: "Your moment of maximum risk is also your moment of maximum opportunity"

According to Slywotzky, there are seven major kinds of strategic risk: 1. Your big initiative fails;  2. Your customers leave you;  3. Your industry reaches a fork in the road;  4. A seemingly unbeatable competitor arrives;  5. Your brand loses power;  6. Your industry becomes a no-profit zone and 7. Your company stops growing.

Who hasn't experienced such crossroads?  Everybody! So, converting risks into great opportunities is the big challenge for the leaders of the future.  This is a must-read book written by a promising management guru - to be what Peter Drucker was to much of the 20th century, according to Industry Week. 

Adrian J. Slywotzky, is a director of Oliver Wyman.  He is the author of the bestselling "The Profit Zone".  He has also been published in the Harvard Business Review and the Wall Street Journal.


Quinta-feira
21Jun

Revolucionários

revolucionarios.jpgO Compromisso Portugal editou, através da editora Booknomics, um livro sobre as ideias que foram debatidas e sufragadas na segunda Convenção do Beato e em que se procura, também, com o contributo de Vasco Pulido Valente e Rui Ramos, enquadrar as ideias liberais em Portugal.

Este livro é um testemunho do projecto, que se propõe à discussão, apartidário e sem preconceitos ideológicos, visando tornar Portugal um País mais justo, solidário e feliz.

O livro é mais um passo na afirmação de uma Sociedade Civil interventiva, interessada e mobilizada para a mudança do País.

A apresentação foi feita ontem, na Fnac do Chiado e na apresentação falaram, entre outros, António Carrapatoso e Rui Ramos.  Lá mais para a frente, comentaremos o conteúdo, que se adivinha, desde já, muito interessante.


Sexta-feira
08Jun

LA's CliffsNotes

570923-856507-thumbnail.jpg"Companies struggling in the market's bloody red oceans would do well to look into Blue Ocean Strategy" 

"Blue Ocean Strategy" by W. Chan Kim & Renée Mauborgne, 2005

Harvard Business School Press

Blue Ocean strategy challenges companies to break out of the red ocean of bloody competition by creating uncontested market space that makes competition irrelevant.  So, the strategy is about growing demand and breaking away from competition.  Then, the name of the game is not "to beat competition" but "stop trying to beat the competition"

The cornerstone here is Value Innovation - because instead of focusing on beating competitors, companies focus on making the competition irrelevant by creating a leap in value for buyers and for the company, thereby opening up new and uncontested market space.  Innovation without value tend to be technology-driven, market pioneering, or futuristic, often shooting beyond what buyers are ready to accept and pay for.   Impossible to conceive such strategy?  I thought so, but it was enough to look at the book's first case study:  Guy Laliberté and his Cirque du Soleil... WOW,now I got the big picture!

Based on a study of 150 strategic moves spanning more than a hundred years and thirty industries, the authors present a proven analytical framework and the tools for successfully creating and capturing blue oceans.  There are six principles to formulate blue ocean strategies.  It is not easy to put into practice.  Read, think, try, read again, re-think!  It took almost twenty years of hard work to completion of this book.  But it was worthwhile.  An absolut must read for all managers.  Check also the book's website.

W. Chan Kim & Renée Mauborgne, are both Professors of Strategy and Management at INSEAD, France.   For more information, see the Authors' page on the book's website