Luís Antunes | Comments Off | Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business... ![]()
Entries from August 1, 2007 - September 1, 2007
Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Sexta-feira, Agosto 31, 2007 at 04:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Unknown
Author: Manuel Cargaleiro 1927
Year: 1990
Oil on paper 28 X 19
Any information, please contact me or the portuguese authorities - PSP and Polícia Judiciária, Artwork Section -, or Interpol. Thank you for your help.
Luís Antunes | Comments Off | O Verniz
Sexta-feira, Agosto 31, 2007 at 11:00AM
O Verniz é uma película de acabamento quase transparente, usada geralmente em madeira e outros materiais para protecção, profundidade e brilho. E também é usado nas unhas das senhoras e dos cavalheiros. Ou seja, o verniz coloca-se à superfície e serve para dar "outro acabamento".
Mas, como somos maledicentes e acólitos por excelência da inveja, para nós, o verniz não passa de capa "esconde-misérias". E sabe Deus quanta miséria vai por aí que brilha e rebrilha sob os raios solares ou sob a diáfana luz da lua.
Atente-se, por exemplo, no brilho das revistas cor-de-rosa, no esmalte das dentaduras do "jet-set", no gel das cabeleiras do "beautiful people" nas peles finas e bem esticadas cobertas de creme brilhante. Nas academias, veja-se o rigor do magistério. Na política, a abnegação pela causa pública. Nas empresas, a liderança motivadora pelo exemplo, etc.
A verdade é que, hoje em dia e na nossa sociedade, unha para ser unha só se for recoberta a verniz. Do forte, daquele que não estala, só quebra. E esse é o grande problema do nosso verniz societário. É de fabrico tão rasca, que à mínima variação - o problema do aquecimento global? - das condições exteriores, em vez de se deteriorar lentamente, estalar, ao de leve, pura e simplesmente quebra e estilhaça-se como bomba fragmentária.
E essas bombas que se desfazem em fragmentos atingem - é esse o propósito - muita gente inocente. Imaginem o que seria uma instituição-pilar da sociedade recoberta com o verniz da "fiducia" que, de repente estala, quebra, fragmenta-se por razões internas, que a razão desconhece. Quem sofre, a unha em si? Certamente, pois fica sem o brilho do verniz, já não atrai tanto. Mas sofrem muito mais os tais muitos que compraram a marca "fiducia". Que não é suposta ser eterna ou 100% garantida contra alterações provocadas por variações exteriores, mas que não deve quebrar assim, por dá-cá-aquela-palha.
Mas, como diria o Feiticeiro de Oz, a culpa é sempre das marés, porque quando o mar - forte - bate na rocha - forte - quem mandou o fraco do mexilhão estar lá?
Luís Antunes | Comments Off |
Humor Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Quinta-feira, Agosto 30, 2007 at 04:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Hommage to Velazques
Author: Luís Pinto Coelho (1942 - 2001)
Year: 1994
Oil on canvas 100 X 80
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Luís Antunes | Comments Off | O Monólogo do Vaqueiro
Quinta-feira, Agosto 30, 2007 at 11:00AM
Para quem não saiba, o Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação foi o primeiro trabalho do dramaturgo português Gil Vicente, o tal que é pai do nosso teatro. A peça foi representada nos aposentos da rainha D. Maria, consorte de D. Manuel I, para celebrar o nascimento do príncipe - o futuro D. João III.
Foi esta também a primeira - e única - peça de teatro que jamais representei. E, perguntarão V.Exas., porque carga de água alguém se lembrou de escolher um sapateiro destes para actor de teatro? Simplesmente porque se presumia que eu falava bem o castelhano e, como tal, poderia "dizer" em saiaguês - uma espécie de língua pastoril da época, a soar a castelhano, que o Gil Vicente usara na peça.
Para meu azar, os padres do CIC - Colégio Internato dos Carvalhos, mais conhecido por Campo Internacional de Concentração - não aceitavam o não por resposta e, lá fui eu vestir-me na pele de pastor quinhentista, cajado na mão e língua bem afiada no tal sayaguez - à la espanhola. Espantoso - ou talvez não - foi o facto de ter sido criticado pelo ensaiador por "acentuar" os "vês", coisa que os castelhanos é suposto não fazerem. Eu suspeitei sempre que isso tinha mais a "bere" com certas bizarrias broeiristas.
Os ensaios até que nem correram mal, excepto por aquela maldita "entrada em cena". Era suposto o pastor atingir os aposentos reais após fuga à guarda, pelo que entrava aos tropeções e com voz entrecortada pelo cansaço da corrida. O que é certo é que este vosso Laurence Olivier não "acertava o passo com a corrida".
Como imaginam, o busílis da entrada era uma espinha na garganta até ao dia da estreia em que me mandam dar, em passo de corrida, umas 3 voltas ao campo de futebol, a cerca de 100 metros do pavilhão teatral. Quando lá cheguei e, sempre em corrida, fui obrigado a entrar em cena, sem parar....
De facto, só parei quando senti o rosto a embater no tabuado de cena, pois o tal ensaiador - decerto adepto convicto do realismo de Stanislavski - resolvera rasteirar-me!
Para finalizar, só vos digo que esta "entrada em cena" deveria constar nos anais do nosso teatro. A adesão do público, traduzida por sonora gargalhada, e o espanto "à la Marlon Brando" na cara do actor foram, de facto, antológicos. Pena é ter desistido, tão cedo, de tão promissora carreira, mas, sinceramente, sempre achei que não era homem talhado para os desportos radicais.
Humor Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Quarta-feira, Agosto 29, 2007 at 04:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Unknown
Author: José de Guimarães 1939
Year: 1990/92
Oil on canvas 100 X 70
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Luís Antunes | Comments Off | O Trabalho em Equipa
Quarta-feira, Agosto 29, 2007 at 11:00AM
Muito antes de chegar a moda do "trabalho em grupo" às escolas portuguesas - digamos, logo a seguir ao 25 de Abril - já eu me habituara a trabalhar em equipa. Não que isso fosse muito comum, quanto mais fácil, neste canto da Europa.
A inveja, já se sabe, o orgulhosamente sós, o eu quero, posso e mando, o que é meu é meu, o que é nosso é também meu, mais vale só que mal acompanhado, o segredo é a alma do negócio, etc. etc.
E isto pratica-se nos bancos da escola: basta assistirmos a um qualquer exame e facilmente reconhecemos o "marrão". Ele é o(a) tal que rodeia a folha com os braços, cabeça afundada e olhar furtivo para a esquerda e para a direita, não vá algum idiota atrever-se a copiar. Ora, até neste campo eu posso afirmar que, no meu tempo, fui inovador. Não que tivesse alguma técnica especial para a cábula, mas porque sabia tirar partido da "estratégia da cópia em grupo".
Isto é, antes de um qualquer teste de, por exemplo, História, falava com a rapaziada mais próxima da minha "carteira" e apresentava um projecto de "time-sharing de respostas". Quem mais oferecesse - cigarritos, chocolates, bolos, bujecas, ou "el contado" - tinha mais tempo de "espreita" para o meu teste, havendo sempre a partilha do risco, pois eu não era obrigado a "acertar" em todas. E, regras aceites, este era um dos trabalhos de equipa mais funcionais e escorreitos em que alguma vez me meti. Excepto daquela vez em que resolvi "lixar" o camarada sentado atrás de mim, cuja conta-corrente apresentava um saldo deficitário de alguma monta. Infelizmente, o meu prezado colega não era muito versado em contas-correntes e, no final do teste, resolveu correr a maratona atrás de mim, seguramente para me apresentar alguma factura...
Este "time-sharing de respostas" é um bom modelo de trabalho em equipa a ser seguido. Isto porque havia um objectivo claro - ultrapassar a fasquia do dez - porque havia confiança cega no líder - já diz o povo, quem não sabe é como quem não vê - porque o líder se preocupava com os outros - ou a sapiência era fiável, ou adeus às mordomias - e, porque todos - mesmo quem sabia para mais de dez - beneficiavam com o resultado final.
Por isso, meu caro leitor, se alguém o convidar a trabalhar em equipa, verifique se os pressupostos são os correctos ou não. E, já sabe, trate de si primeiro, porque ninguém o substituirá nesse desiderato.
Luís Antunes | Comments Off |
Management Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Terça-feira, Agosto 28, 2007 at 04:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Flores III
Author: Menez (Maria Inês Ribeiro da Fonseca) 1926 - 1995
Year: 1990
Gouache 25 X 18
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Luís Antunes | Comments Off | La Leyenda del Maíz
Terça-feira, Agosto 28, 2007 at 11:00AM Cuentan que antes de la llegada de Quetzalcóatl, los aztecas sólo comían raíces y animales que cazaban.
No tenían maíz, pues este cereal tan alimenticio para ellos, estaba escondido detrás de las montañas.
Los antiguos dioses intentaron separar las montañas con su colosal fuerza pero no lo lograron.
Los aztecas fueron a plantearle este problema a Quetzalcóatl.
- Yo se los traeré - les respondió el dios.
Quetzalcóatl, el poderoso dios, no se esforzó en vano en separar las montañas con su fuerza, sino que empleó su astucia.
Se transformó en una hormiga negra y acompañado de una hormiga roja, marchó a las montañas.
El camino estuvo lleno de dificultades, pero Quetzalcóatl las superó, pensando solamente en su pueblo y sus necesidades de alimentación. Hizo grandes esfuerzos y no se dio por vencido ante el cansancio y las dificultades.
Quetzalcóatl llegó hasta donde estaba el maíz, y como estaba trasformado en hormiga, tomó un grano maduro entre sus mandíbulas y emprendió el regreso. Al llegar entregó el prometido grano de maíz a los hambrientos indígenas.
Los aztecas plantaron la semilla. Obtuvieron así el maíz que desde entonces sembraron y cosecharon.
El preciado grano, aumentó sus riquezas, y se volvieron más fuertes, construyeron ciudades, palacios, templos...Y desde entonces vivieron felices.
Y a partir de ese momento, los aztecas veneraron al generoso Quetzalcóatl, el dios amigo de los hombres, el dios que les trajo el maíz.
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Culture Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Segunda-feira, Agosto 27, 2007 at 04:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Unknown
Author: Sónia Delaunay (1885 - 1979)
Year: Unknown
Gouache: 37 X 18
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Luís Antunes | Comments Off | Caribay
Segunda-feira, Agosto 27, 2007 at 11:00AM Según la tradición de los Mirripuyes (tribu de los Andes venezolanos), fue Caribay la primera mujer. Era hija del ardiente Zuhé (el Sol) y la pálida Chía (la Luna). Era considerada como el genio de los bosques aromáticos. Imitaba el canto de los pájaros y jugaba con las flores y los árboles.
Una vez Caribay vio volar por el cielo cinco águilas blancas y se enamoró de sus hermosas plumas. Fue entonces tras ellas, atravesando valles y montañas, siguiendo siempre las sombras que las aves dibujaban en el suelo. Llegó al fin a la cima de un risco desde el cual vio como las águilas se perdían en las alturas. Caribay se entristeció e invocó a Chía y al poco tiempo pudo ver otra vez a las cinco hermosas águilas. Mientras las águilas descendían a las sierras, Caribay cantaba dulcemente.
Cada una de estas aves descendieron sobre un risco y se quedaron inmóviles. Caribay quería adornarse con esas plumas tan raras y espléndidas y corrió hacia ellas para arrancárselas, pero un frío glacial entumeció sus manos, las águilas estaban congeladas, convertidas en cinco masas enormes de hielo. Entonces Caribay huyó aterrorizada. Poco después la Luna se oscureció y las cinco águilas despertaron furiosas y sacudieron sus alas y la montaña toda se engalanó con su plumaje blanco.
Éste es el origen de las sierras nevadas de Mérida. Las cinco águilas blancas simbolizan los cinco elevados riscos siempre cubiertos de nieve. Las grandes y tempestuosas nevadas son el furioso despertar de las águilas, y el silbido del viento es el canto triste y dulce de Caribay.
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Culture Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Domingo, Agosto 26, 2007 at 11:00AM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Unknown
Author: Mário Cezariny (1923 - 2006)
Year: Unknown
Oil on Canvas 30 X 25
Luís Antunes | Comments Off | Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Sábado, Agosto 25, 2007 at 10:00PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Unknown
Author: João Hogan (1914-1988)
Year: 1960
Oil on canvas
Luís Antunes | Comments Off | Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Sábado, Agosto 25, 2007 at 04:21PM The following artwork is missing from Pateira's collection - Esta pintura "desapareceu" da coleccção Pateira:

Title: Paisagem de Marselha
Author: Mily Possoz (1888 -1967)
Year: 1912
Oil on canvas 90 X 68 cm
Obras de Arte "Desaparecidas" - Missing Artwork
Sábado, Agosto 25, 2007 at 03:58PM Pois é, vai-se de férias e, quando regressamos, verificamos que grande parte - quase toda - da chamada colecção de obras de arte Pateira "levantou voo" do sítio onde estava guardada...
Apresentada a respectiva queixa à PSP e à Polícia Judiciára - Secção Obras de Arte - convém que, pelo menos certas obras não saiam do país porque esta colecção é sobretudo composta de pintores portugueses do século XX. Por isso, publicarei imagens e descrições das obras em falta. Naturalmente que qualquer informação poderá ser dada às polícias acima referidas ou, se preferirem, podem contactar-me pelo e-mail deste site.
After a short holidays break, almost the entire Pateira's art collection is missing, away from the place where the collection was stored. Any information, please contact me or the above mentioned portuguese authorities - PSP and Polícia Judiciária, Artwork Section -, or Interpol. Thank you for your help.
Amor de Perdição
Sexta-feira, Agosto 24, 2007 at 11:00AM Ao
IL.mo E Ex.mo SR.
António Maria de Fontes Pereira de Melo
Há-de pensar muita gente que V.Exa.ª não dá valor algum a este livro, que a minha gratidão lhe dedica, porque muita gente está persuadida que ministros do Estado não lêem novelas. É um engano. Uma vez, ouvi eu um colega de V. Ex.ª discorrer no parlamento acerca de caminhos-de-ferro. Com tanto engenho o fazia, de tantas flores matizara aquela matéria, que me deleitou ouvi-lo. Na noite desse dia, encontrei o colega de V. Ex.ª a ler a "Fanny", aquela "Fanny" que sabia tanto de caminhos-de-ferro como eu.
Que V.Exa.ª tem romances na sua biblioteca, é convicção minha. Que lá tem alguns que não leu, porque o tempo lhe falece, e outros porque não merecem tempo, também o creio. Dê V.Ex.ª, no lote dos segundos, um lugar a este livro, e terá assim V.Ex.ª significado que o recebe e aprecia, por levar em si o nome do mais agradecido e respeitador criado de V.Ex.ª.
Na cadeia da Relação do Porto
aos 24 de Setembro de 1861.
CAMILO CASTELO BRANCO
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