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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Entries from December 1, 2006 - January 1, 2007

Domingo
31Dez

Feliz Ano Novo

Feliz_2007.jpg


Domingo
31Dez

O Reveillon

dresscode.jpgPrezados Leitores,

Como vocês sabem, sou um especialista em imagem e, como tal, tenho uma formação especial em eventos de todo o tipo, especialmente em Reveillons.

Pois bem, esta palavra inglesa (eu detesto inglesismos!) não quer dizer só passagem de ano.  Na chiquérrima Suíça e noutros países de fala inglesa, um reveillon é um jantar longo, e possivelmente uma festa, realizada nas noites que precedem o Natal e o Ano Novo.  O nome deriva de "réveil", que, como sabem, quer dizer revelar, ou seja ficar várias vezes a velar, em pé, toda a noite (ai Rita, sei lá, deve ser pelo defunto ano).  Só o Zézé Camarinha (o homem é um portento, Rita!) é que passa o ano deitado com uma bifa pirosa das docas de Munique.

O "dress code" (sublime o francês!) para esta ocasião é que já não é o que era, ou seja, o smoking e o vestido comprido estão "out", excepção feita às peruas do Norte e às Vanessas da Rinchoa, bem como aos respectivos patos bravos.

O que está em "vogue" (ai, Rita, hoje estou todo Prada) são os dress code temáticos, tal como no Carnaval.  Com uma ligeira diferença:  como tudo é "indoor", os temas podem ser muito mais variados.  Vão desde o Adão e Eva, com muito samba, até ao conventual.  Aliás, há uma marca de cerveja que vai publicitar este tema, com um monge a dar ao badalo.

Aliás, recordo-me de uma festa que tinha por tema a gastronomia, onde o meu fato "croquete com palito" fez sensação! (o Jonas foi muito querido e emprestou-me o palito, Rita) 

E, é tudo. Bem hajam, Bom Ano e até Domingo.

Renato Prado, consultor de imagem


Sábado
30Dez

Happy New Year

NewYearTimesSquare.jpg

New Year's Eve in Times Square, New York


Sábado
30Dez

Pastelaria

Afinal o que importa não é a literatura570923-610923-thumbnail.jpg
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
— ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo:
fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria e, lá fora — ah, lá fora! — rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra.

Mário Cesariny, Pastelaria


Sábado
30Dez

O Provedor do Blogue

570923-386174-thumbnail.jpgCaros e Incautos Leitores,

Depois daquela imitação das Conversas em Família proporcionada pelo Sócrates recheada de delicodoce - cautela com os vossos fígados - e da palestra "ton sur ton" que se espera deste vosso novo Presidente da Concertação - bom, antes ele que a Vermelha de Boliqueime -, ficai ainda com mais esta mensagen: 

"A recuperação económica é moderada, mas convincente."

O acólito que assina esta oração - eu cá, não vou em frases Tlebianas - é, nem mais nem menos, do que o presidente do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. 

Temos assim, para gáudio do bom povo português, o novo trio Odemira - Sócrates, Cavaco e Constâncio - a encher estas Santas Festas com música de câmara.  Não a música Celestial, mas a do mafarrico.

Vede como os três efes ainda estão em vigor:  o Fado, o Futebol e, agora, a Falácia, pois Fátima é Santuário da Verdade.  Por Diós!

Mas bem, vós que gastais o que tendes e o que não tendes, que acreditais no Pai Natal da Coca-Cola, na Segurança Social e no Glorioso Benfica Campeão, acreditai nestes vossos políticos.  Afinal, cada povo tem o Governo que merece. 

Finalizo, desejando-vos um bom final de ano e que 2007 vos traga Saúde, Paz e Amor.  Se, para além disto, ainda quereis o vil metal, pois jogai na Lotaria Nacional.  Ao menos, assim, ainda algum por cá fica. 

Escrevei-me, mas... cautela com o meu lápis azul!

O Provedor do Pateira, Prof. Emerenciano Cuadrado


Sexta-feira
29Dez

Feliz Ano Novo

Madeira_newyear.bmp

New Year's Fireworks - Madeira Island


Sexta-feira
29Dez

José Maria Barbosa du Bocage

bocage.bmp"Preside o neto da rainha Ginga
À corja vil, aduladora, insana.
Traz sujo moço amostras de chanfana,
Em copos desiguais se esgota a pinga.
 
Vem pão, manteiga e chá, tudo à catinga;
Masca farinha a turba americana;
E o oragotango a corda à banza abana,
Com gesto e visagens de mandinga.
 
Um bando de comparsas logo acode
Do fofo Conde ao novo Talaveiras;
Improvisa berrando o rouco bode.
 
Aplaudem de contínuo as frioleiras
Belmiro em ditirambo, o ex-frade em ode.
Eis aqui de Lereno as quartas-feiras."


Sexta-feira
29Dez

Justiças

[...] Homem - Senhor Governador?

Sancho - Que quereis ao senhor Governador?

Homem - Senhor Governador, peço justiça.

Sancho - Pois de que quereis que vos faça justiça?

Homem - Quero justiça.

Sancho - É boa teima! Homem do diabo, que justiça quereis? Não sabeis que há muitas castas de justiça?  Porque há justiça direita, há justiça torta, há justiça vesga, há justiça cega e finalmente há justiça com velidas e cataratas nos olhos.

Homem - Senhor, seja qual for, eu quero justiça.

Sancho - Uma vez que quereis justiça... Olá, ide-me justiçar esse homem em três paus.

Homem - Tenha mão, senhor Governador, que eu não peço justiça contra mim.

Sancho - Pois contra quem pedis justiça?

Homem - peço justiça contra a mesma Justiça.

Sancho - Pois que vos fez a Justiça?

Homem - Não me fez justiça.

Sancho - Até aqui, ao que parece, o vosso requerimento é de justiça.  Ora andai;  dizei de vossa justiça em três dias.

Homem - Isso é muito sumário.

Escrivão - Senhor, não saberemos o que pede este homem?

Sancho - Homem, o que é que pedis?

Homem - Peço recebimento e cumprimento de justiça.

Sancho - E de que comprimento quereis a justiça?

Homem - Seja do comprimento que for, que eu com tudo me contento.

Sancho - Ó Meirinho, ide à gaveta da minha papeleira de chorão da Índia, e entre várias bugiarias que lá tenho, tirai uma Justiça pintada que lá está, e dai-a a este homem, e que se vá embora.

Homem - Senhor, eu não quero justiça pintada.

Sancho - Pois, beberrão, não sabeis que não há nesta ilha outra justiça, senão pintada?  Ó Meirinho, lançai-me este bêbado pela porta fora, que nenhuma justiça tem no que pede.

Homem - Viu-se maior injustiça! (Vai-se) [...]

António José da Silva, "O Judeu", Vida de Dom Quixote, Esopaida e Guerras do Alecrim;  cena IV


Quinta-feira
28Dez

Feliz Navidad

Christmas_Medellin.jpg

Christmas lightshow on the river (alumbrados) - Medellin, Colombia


Quinta-feira
28Dez

Saddam, o Iraquiano

570923-609005-thumbnail.jpgSaddam Hussein, ex-ditador do Iraque, está na iminência de ser enforcado antes do final do ano.

Naturalmente que este "castigo" não consta do cardápio ético-moral vigente nas sociedades civilizacionais, ocidentais e avançadas - excepção feita a alguns "cowboys" da América -.

O que parece constar nesse cardápio, com ressaibos a imperialismo, é a destruição das sociedades ditas arcaicas, confessionias, anti-democráticas, imorais e, ainda por cima, ricas em ouro negro.

Aí o que conta são as unidades, dezenas, centenas ou poucos milhares de combatentes envergando a farda democrática.  Os milhares e milhares de "outros", sem farda, são um "efeito colateral". Não se contam.  Apenas, hipocritamente, se lamentam. 

Já assim foi no tempo de Alexandre o Grande, de César, de Hernando Cortez, do General Custer e de tantos outros altos representantes das civilizações avançadas.

Naturalmente que o senhor Saddam tem muitas culpas no cartório, mas não está só, nesse lado da barricada.  O azar dele foi ter ido parar a um qualquer banco dos réus, em Bagdad.  Os outros não perdem pela demora, mas terão a sorte de ser julgados por outro tribunal, bastante mais compassivo: o da História.     


Quinta-feira
28Dez

O Fiel Amigo

[...] Se eu sou mau, porque razão bacalhau.jpg

Me chamam, fiel amigo;

Não sei porque muita gente

Se quer parecer comigo.

Té as meninas da moda,

Das que têm muito cacau,

Braços nus, todas esguias

São cópias de um Bacalhau.

E que grande providência

Não sou eu numa estalagem?

Quando lhe entra de repente Povo,

Que vai de passagem?

A gorda estalajadeira,

Às moças botando o olho,

Logo diz: Ó rapariga

Bota Bacalhau de molho!

Lá nos séculos traseiros

Qualquer coisa era uma isca,

Té sobre açorda, e tremoços

Uma canada ia à risca.

Com quatro ou três dentes de alho,

Com uma cebola inda crua,

Com três camarões, dois figos,

Dava-se crena à charrua.

Estamos em mundo novo,

Chegou a tudo a mudança,

Novas modas, novos usos,

Nisto de nutrir a pança [...]

Anónimo, Suplício do Bacalhau e Degredo de Judas em Sábado de Aleluia, 1874


Quarta-feira
27Dez

Gledelig Jul

nisseNorway.jpg

Christmas Norwegian Nisse Family - Norway


Quarta-feira
27Dez

O Comércio Lisboeta

Tenho a sorte de conhecer algumas capitais e cidades importantes da Europa.  E já, desde alguns - só alguns! - anos.

Recordo-me de quando tudo era diferente - para melhor - lá fora.  E, recordo-me também de quando tudo me começou a parecer "dejá vue".  Os tais efeitos da globalização.

Hoje, Lisboa começa, outra vez, a divergir.  Pelo chamado comércio de rua, nome que soa, desde logo, a fatela.  Mas não é.  O "comércio de rua" em Madrid, Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Geneve, nada tem de fatela.   Muito pelo contrário.

Nem o de Lisboa o é.  O que aqui se passa e é o causador da tal divergência, é que o comércio de Lisboa está, pura e simplesmente, a desaparecer. 

Não por causa de nenhum terramoto, não porque os nossos comerciantes sejam "zero à esquerda", não por causa de alterações climáticas.  Mas, porque, à boa maneira dos "novos ricos", entendemos que o haviamos de matar, a troco de belos e confortáveis centros comerciais.  Comércio a metro, ou ao quilo, take-away, franchising, outlet, retail store, consoante preferirem.

Sei que isto é lamechas, velho do Restelo, tagarelice de cotas.  Mas que conheço novos ricos de mentalidade saloia, lá isso conheço. 


Quarta-feira
27Dez

Politicando no Brasileirão

Quem tiver alguma curiosidade pelo que se passa do outro lado do Atlântico, pode e deve consultar, os tais blogues politiqueiros de referência que fazem parte do top brasileiro:

O Blogue do Noblat

Ricardo Noblat, nascido no jornal carioca O Dia, foi o primeiro jornalista dos média brasileiros a entrar nos blogues, no primeiro semestre de 2004.  Ajudado pelos portais por onde passou, o diário de Noblat publica artigos, entrevistas, fotografias próprias e fala ainda de música. A sua audiência ronda os 36 mil internautas/dia.

Josias de Souza

Josias de Souza, 44 anos, é colunista do prestigiado Folha de São Paulo e iniciou o seu blogue em Outubro de 2005, após ocupar o cargo de Secretário de Redacção da publicação.  Além de aproveitar os contactos adquiridos dentro do Governo em 20 anos de jornalismo, segundo a sua própria descrição, para tecer comentários sobre bastidores, Souza usa o blog para publicar análises políticas.

Stuck in Sac

Escrito pela jornalista Leila Couceiro a viver em Sacramento, California.  Nas suas próprias palavras,  "Preciso do blog para desenferrujar minha verve".  E não é que desenferruja bem?


Terça-feira
26Dez

Feliz Navidad

Christmas_Chile.jpg

Santa Claus (Viejito Pascuero) - Chile