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Culture Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business... ![]()
Quinta-feira, Março 1, 2007 at 10:00PM 
The exceptional Crocodiles by Cartier, inspired by the famous necklace commissioned by Mexican Actress Maria Felix - la Doña -
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Culture
Quinta-feira, Março 1, 2007 at 04:00PM ...Keynes, o poderoso economista e homem de Estado que todos conhecem pelo seu As Consequências Económicas da Paz, enviava cartas e informação para os amigos de Bloomsbury, a narrar as suas experiências do pós-guerra, em particular os diferendos sobre as reparações entre os alemães vencidos e os líderes aliados - Clemenceau, Lloyd George, e os americanos. Ravelstein, um homem pouco dado a elogios, disse que desta vez eu tinha escrito um relato de primeira água sobre as notas de Keynes para os amigos. Ravelstein considerava Hayek superior a Keynes enquanto economista. keynes, dizia ele, tinha exagerado a rudeza dos aliados e beneficiado os generais alemães e, eventualmente, os nazis. A Paz de Versailles fora bastante menos punitiva do que devia ter sido. Os objectivos militares de Hitler em 1939 não eram diferentes dos do Kaiser em 1914.
Mas, à parte este sério erro, Keynes tinha muitos atractivos pessoais. Educado em Eton e Cambridge, fora polido social e culturalmente pelo grupo de Bloomsbury. A Grande Política dos seus dias tinha-o desenvolvido e aperfeiçoado. Suponho que na sua vida pessoal ele se considerava um uraniano - um eufemismo britânico para homossexual. Ravelstein mencionou que Keynes casara com uma bailarina russa. Explicou-me ainda que Urano era o pai de Afrodite mas que ela não tinha mãe - fora concebida pela espuma do mar...
Saul Bellow in "Ravelstein"
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Culture
Quinta-feira, Março 1, 2007 at 10:00AM O meu querido amigo Álvaro Portela foi recentemente entrevistado pela AMBA. Podem ler, aqui.
Que ele era - e, ainda é - apaixonado pelos automóveis, isso eu já sabia. Agora que, para além de gostar de conduzir - não, não é acelera, mas é bom condutor - também gostasse de "engendrar" motores, suspensões, travões, etc. isso eu não sabia.
De qualquer forma e à boa maneira da casa - este é um dos homens da Sonae - o Álvaro Portela foi poucos anos engenheiro. É um Gestor. Exacto, com G maiúsculo e premiado internacionalmente.
Ainda há poucos dias conversávamos sobre uma viagem que fizemos ao Porto. A primeira que fez ao serviço da Sonae. Comentei que o grupo tinha feito muito, em pouco tempo. Minimizou o meu comentário... se calhar, podia-se ter feito mais, se calhar até se demorou tempo a mais...
Talvez por ser de elevada estatura, o Álvaro tem horizontes amplos. Lá pelas bandas da Maia, são todos assim!
PS. Lamento, mas não falamos de OPAs... agora se quiserem alguma informação sobre o que poderá aparecer no próximo Salão do Automóvel de Geneve, ainda se dá uns toques...
Management
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007 at 10:00PM 
1972 Cambrée, asymmetrical case, by Vacheron Constantin
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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007 at 04:00PM Como fica um homem que passou anos e anos à volta de indicadores e agora, os foi apalpar, ao terreno?
- Não fiquei muito feliz... Não tinha ideia de um país que desperdiçasse tanto: a paisagem, o dinheiro, as oportunidades. Chocaram-me os subúrbios de Lisboa, do Porto, de Setúbal, Braga. É horrível. Os meus concidadãos, desconfio até que são limpos em casa, mas tudo o que é público é absolutamente repugnante.
Entrevista de António Barreto ao Público, a propósito de uma nova série a exibir na RTP1 a partir de 14 de Março.
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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007 at 10:00AM A divulgação do livro tem sido uma loucura...
No bom sentido é claro!,
Tanto que ontem ficamos sabendo no ´Continente´ na Colombo,
que o meu livro traduzido em português ( de Portugal...)
tem sido o mais vendido desde o lançamento...
(Bruna Surfistinha)
Bruna, você é a minha ídolo, tá?
Ter um autógrafo de uma prostituta de São Paulo, é o máximo!
Adorei!!!
Tá, pessoal. Vou bazar. Tchau.
Apontamentos de Kátia Vanessa, blogue Intimíssimo
Terça-feira, Fevereiro 27, 2007 at 10:00PM 
Polo, with Dauphine-shaped hands, by Piaget
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Culture
Terça-feira, Fevereiro 27, 2007 at 04:00PM Não é por nada, mas flexicurity é mais sexi do que flexisegurança. Já agora , como é isto, lá pelas bandas do reino de Hamlet?
O patronato Dinamarquês tem quase total liberdade para despedir. Se for esse o caso, o Estado paga ao trabalhador despedido 70% do salário perdido, pelo período de quatro anos. Para além disso, o Estado financia a formação ou estudos, colocando alguma pressão no desempregado por forma a que este aceite ofertas razoáveis de emprego. Caso este não esteja pelos ajustes, verá serem-lhe reduzidos os seus benefícios.
Como adivinharam, isto é muito caro, pelo que o Governo Dinamarquês tem de alocar três por cento do seu PIB só para esta coisa do salário, da formação ou dos estudos. Isto claro, sem contabilizarmos, nos tais 3%, a saúde - gratuita - e as pensões - decerto chorudas para os nossos parâmetros.
Introduzir tal sistema num período em que o desemprego estiver em alta, é quase suicídio. Mas, mesmo em períodos de vacas gordas, há ainda a questão da mentalidade cá da terra: quatro anos de "dolce fare niente", com saúde paga e salário quase por inteiro, mais uns "cursinhos" de formação para quebrar o tédio, vinha mesmo a jeito, não era?
Economics
Terça-feira, Fevereiro 27, 2007 at 10:00AM
Ore benhe... atão cumu é que dizia aquele programa da TB? Já me lembro, carago! Era assinhe:
Com quem entãoe, o Pirata sou eue?
Andãoe aqueles murcões na Unibersidade Independente pra aprenderem o quê? A fazerem diamantes faralhados? A biberem uma bida à grande e à francesa? Tudo no gamanço?
Eu não quero concorrência, carago! Chamem a polícia!
Sinhore Procuradore, cumu é? Bocemesse já não tem pessoal que chegue!
Se quisere, empresto-lhe as minhas garinas. Elas conhecem-nos todos: assistentes, auxiliares, profes, lentes, bai tudo de ramona, Sinhore Procuradore!
Ó pessoal, se isto continua assinhe, bocês fujam pro xilindró! Porque isto, cá fora... dá-se!
Zé Trombinhas, bigarista, mas sem licenciatura!
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007 at 04:00PM Agora querem tirar o menino gordo à mãe. Li ontem no Sunday Times, jornal inglês cuja edição electrónica é altamente recomendável e um prazer aos domingos. O menino, de seu nome Connor, tem oito anos e é de facto gordíssimo. Já partiu 4 camas e várias bicicletas. Mas isso será razão para o tirarem à mãe e o porem numa instituição?
A verdade é que o Estado, neste caso o inglês, mas o mesmo se passa na maior parte da Europa, está a intrometer-se na vida dos cidadãos de uma forma que assume já contornos perigosos. Saímos já da ficção científica e entrámos numa realidade assustadora. O Estado cada vez se intromete mais na sociedade civil, ao mesmo tempo que a desresponsabilização dos cidadãos vai aumentando. É um sistema de feedback com efeitos perversos.
Por cá, temos o caso da vitória do Sim no recente referendo. Por que carga de água se fala agora em criar gabinetes de “aconselhamento” das mulheres? Estão com medo, mais uma vez, que as pobres e diminutas cabecinhas femininas não saibam decidir? Aqui está outro exemplo da intolerável intromissão do Estado nas nossas vidas.
O assunto é complicado e polémico. Venha a discussão. Não foi para isso que se inventaram os blogs?
Clara Pracana
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Politics
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007 at 10:00AM
Hola, que tal?
Va a cerrar la factoría que la multinacional de componentes de automóvil Delphi tiene en Puerto Real (1600 trabajadores) y existe la posibilidad de que la factoría de Airbus (550 trabajadores) también se vea afectada de una u otra forma por los planes de ajuste del consorcio aeronáutico europeo. La Junta de Andalucía obligará a Delphi a cumplir escrupulosamente todos los pasos que legalmente tiene que cubrir para cerrar su fábrica, «por muy internacional y por muy norteamericana que sea». Bién, hóstias!
Venga, hasta luego.
Desde Sevilla, Emílio Santoro
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Domingo, Fevereiro 25, 2007 at 04:00PM É agora: «Senhor director... e a propósito do meu asssunto? Fui eu quem trouxe aquela carta do Lopes, do nosso amigo Lopes...»
O director suspende a camurça com que limpa os vidros embaciados. «A carta do Lopes? Ah, sim... dê-lhe um abraço meu. Quanto ao assunto, lamento, meu amigo, mas, não é possível. Explique lá ao Lopes, sim? Há outros candidatos, gente muito recomendada, tenho até pedidos de ministros. Que hei-de eu fazer?...»
Acena com a mão e arranca. Marcolino fica prostrado, vencido, depois estoira de indignação e atira o guarda-chuva ao chão com toda a força:
«Sempre a merda das cunhas! Não há direito!»
Mário Zambujal in "Fora de Mão"
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Culture
Domingo, Fevereiro 25, 2007 at 10:00AM
Prezados Leitores,
O italiano Rodolfo Alfonso Raffaello Pierre Filibert Guglielmi di Valentina d'Antonguolla (ai, que já me cansei, Rita), na vida artística Rodolfo ou Rudolph Valentino, partilhou com outros super-divos do cinema de Holigude o destino de poucos (cinco) anos de sucesso delirante, seguido de uma morte precoce e imprevista (é o destino que mais me apavora Rita, porque quem morre, deixa de estar vivo!) .
A morte apanhou-o ainda jovem de apenas trinta anos devido a um ataque de peritonite (sei lá Rita, era a doença daquele futebolista, o Peyroteu!) mesmo antes da criação do cinema sonoro (conhece a do Teodoro, Rita?).
Para mim, ele foi o protótipo do "amante latino" e que me perdoe o Jonas que também tem o seu lado de ZéZé Camarinha, que eu adoro! Nos seus filmes, carregados de magnetismo erótico, interpretou sempre o amante romântico, com um olhar penetrante que o transformou em ídolo do público feminino
Participou em "Os 4 Cavaleiros do Apocalipse", o "Sheik", o seu maior sucesso, "Sangue e Areia", "A águia" e em 1926 fez aquele que seria o seu último filme, "O Filho do Sheik". Diz-se que, após a sua morte, muitas mulheres se siucidaram e o seu funeral foi seguido por mais de 100 mil pessoas. Se fosse hoje, não sei quantos queridos é que iriam cometer a mesma loucura (ai, eu não Rita, eu sou muito másculo!).
E, é tudo. Bem hajam, e até Domingo.
Renato Prado, consultor de imagem
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Renato Prado