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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Entries from January 1, 2008 - February 1, 2008

Sexta-feira
01Fev

Ben's Jazz Ball

From wikipedia:

The earliest known references to jazz are in the sports pages of various West Coast newspapers covering the Pacific Coast League, a baseball  minor league. The earliest example, found by New York University librarian George A. Thompson, Jr. in 2003, is from the Los Angeles Times on April 2, 1912, referring to Portland Beavers pitcher Ben Henderson:

BEN'S JAZZ CURVE.

"I got a new curve this year," softly murmured Henderson yesterday, "and I'm goin' to pitch one or two of them tomorrow. I call it the Jazz ball because it wobbles and you simply can't do anything with it."

As prize fighters who invent new punches are always the first to get their's Ben will probably be lucky if some guy don't hit that new Jazzer ball a mile today. It is to be hoped that some unintelligent compositor does not spell that the Jag ball. That's what it must be at that if it wobbles.

Listen to Mahogany Stomp - George Lewis and his New Orleans Jazz Band

Sexta-feira
01Fev

Lista de Devedores Crónicos

João Tiago Silveira, Secretário de Estado da Justiça comunicou à imprensa:

O Ministério da Justiça vai publicar, na internet, uma lista de devedores crónicos.

Sendo que, "devedor crónico" é todo aquele cidadão que, por inexistência de bens penhoráveis, se furtou ao pagamento de execuções judicias.  À portuguesa: é o caloteiro, sem cheta.

E, que papel nos cabe a nós, cidadãos anónimos?  Lemos a lista, encontramos o caloteiro XPTO e o que é que fazemos, interrogamo-lo, torturamo-lo, secuestramo-lo, dámos-lhe tratamento à la Soprano, prendemo-lo?  Ou, fugimos a sete pés?


Sexta-feira
01Fev

O Ónus da Prova

Se resolvermos acusar alguém em tribunal de nos ter surripiado uma pintura, uma pasta com documentos, uma quantia em dinheiro, etc., somos nós, os acusadores, que temos de provar ao tribunal que somos o dono da pintura, da pasta ou do dinheiro.  Isto é, nós temos o ónus - obrigação de - da prova. 

Contudo, há uma excepção, aceite constitucionalmente, isto é legal:  se resolvermos comprar uma mansão ou carro de luxo, o Estado, através da sua direcção-geral de impostos, pode taxar-nos valentemente se presumir que as nossas declarações de impostos não justificam tal dispêndio de dinheiro.  Aqui, somos nós, os acusados, que temos de provar em tribunal que foi aquela tia de Chaves, ou o último euromilhões que nos "premiou" com o dinheiro necessário à tal compra do bem. 

O Dr. Medina Carreira, em recente entrevista, referiu-se a esta questão quando questionado sobre a corrupção que considera um dos grandes males deste país.  Para além de relembrar que um tal coronel Costa Brás foi nomeado em 1983 - há 25 anos! - Alta Autoridade Contra a Corrupção e que, desde então e até hoje - um quarto de século depois! - político algum foi preso por corrupto, perguntou se não faria todo o sentido virar a questão da corrupção com a inversão do tal ónus da prova.  Isto é, competria ao presumível político corrupto provar que, em meia dúzia de anos, vindo pobre e roto das berças, conseguira, à la Joe Berardo amealhar fortuna na "promised land of Lisbon".

Ou isto, ou aproveitar esta característica única e bem portuguesa de país "West Coast of Europe, Free Corruption Land" para a campanha da promoção turística em curso.  Quem ficava na foto?  O Zé Povinho, pois claro!


Quinta-feira
31Jan

Sviatoslav Richter plays Chopin Etude op.10 no.12


Quinta-feira
31Jan

O Puto Gil

actionman.jpgOla,

- Ó pai, o que é que dizer contarditório?

-  Não é contarditório Gil. É contraditório.

- Tá bem, mas diz lá, o que é?

- Bem, contraditório é o contrário, percebes?

- O contrario?  Mas isso é o oposto, como gaijo e gaija, não é?

- Não se diz gaijo, Gil!  E o teu pai é um ganda burro.  Contraditório não é nada disso.

- Pois é mamã, O Luís Branquinho diz que isso é uma coisa que só os avogados usam, proque o tio dele é avogado.

- Ah! Agora percebi, filho!  Contraditório é quando esses gaijos se engalfinham a insultaram-se uns aos outros!

- Dahhhh, pai!

Adeus. 


Quinta-feira
31Jan

Frases Soltas 3

Parece-me efectivamente, que houve alguma infelicidade, houve algum excesso, e logo um excesso de espalhafato.

Nós, advogados, somos particularmente sensíveis à circunstância de não se imputarem condutas a ninguém, ou não se insinuar a imputação de condutas a ninguém, sem ser preciso, sem ser rigoroso.

O método que o meu querido amigo Dr. Marinho Pinto e bastonário da Ordem dos Advogados utilizou, lança efectivamente uma névoa indeterminada sobre pessoas não identificadas, que é algo de nocivo.

Uma acusação tem de ser precisa, tem de ser rigorosa, e não pode ser uma insinuação.

Rogério Alves, ex-bastonário da Ordem dos Advogados


Quarta-feira
30Jan

Arturo Benedetti Michelangeli plays Franz Schubert


Quarta-feira
30Jan

Frases Soltas 2

Marinho Pinto deve fazer acusações junto dos orgãos competentes e não procurar protagonismo.

É essencial a luta contra a corrupção, mas condeno os métodos de Marinho Pinto.

Acho péssimo que o bastonário da Ordem dos Advogados que diz umas bocas vagas e que atira pazadas de lama  para cima de toda a gente, sem concretizar seja o que for.

Acho que as luzes, o calor dos holofotes o perturba.

Vai continuar a tentar enlamear toda a gente e vai dar cabo da Ordem dos Advogdos

Estratégias populistas, demagógicas são contraproducentes.  É o que ele está a fazer.

José Miguel Júdice, ex-bastonário da Ordem dos Advogados


Quarta-feira
30Jan

Frases Soltas 1

Há uma criminalidade que anda por aí impune e não há mecanismos para lhe tocar. Alguns ocupam cargos relevantes no Estado.

Foram cinco milhões do erário público que beneficiaram um particular.

Um ex-ministro que hoje preside a uma empresa com que celebrou contratos enquanto governante.

Outro ex-ministro ligado a uma empresa espanhola que opera numa área que esteve sob sua tutela.

Um empreendimento, em área protegida, de um outro ex-governante, que foi aprovado por dois ministros e que levou ao abate, da noite para o dia, de dois mil sobreiros.

Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados


Terça-feira
29Jan

Claudio Arrau plays Beethoven - Piano Concerto no.5


Terça-feira
29Jan

A ASAE e os Consentidores Condicionais

Chamarem Pide à ASAE parece-me um absurdo, e quanto muito, um insulto à polícia política do Estado Novo que nunca perseguiu crimes económicos, mas ideológicos.

Comentários àparte, vamos tentar perceber o porquê da forma de actuar da polícia de António Nunes e as reacções que tem provocado não só junto da opinião pública mas também dos partidos da oposição.   Comecemos por aquilo a que se  chama de "consentidores condicionais".  O termo deve-se à historiadora Margaret Levi e aplica-se aos contribuintes que estão dispostos a pagar a sua quota justa dos impostos, mas só enquanto acreditarem que as pesoas que não o fazem têm grande hipótese de serem apanhadas e punidas.   Dois economistas, Ernst Fehr e Simon Gaechter sugerem que as pessoas, por norma, se enquadram em três categorias:  as egoístas (cerca de 25%), racionais no sentido económico e propensas à fuga aos impostos, os altruístas, uma pequena minoria - em Portugal, apelidada de otários -  que paga sempre, independentemente das condicionantes e os tais consentidores condicionais que formam essa grande maioria que somos quase todos nós.

É evidente que, para que as coisas funcionem bem, isto é para que haja cumprimento da Lei, a adesão dos tais CCs é essencial.  E isto consegue-se implementando três factores:  as pessoas têm de ter algum grau de confiança no próximo (a religião e a cultura cívica criam este factor), têm de ter confiança no governo/autoridades e deve existir a certeza de que as autoridades perseguem e punem os faltosos e não os inocentes.

Portanto, para os políticos é essencial construir a tal imagem de confiança, senão o sistema falha.  Aspecto muito importante nisto tudo - por vezes mais importante do que a própria eficácia no perseguir e punir - é a imagem pública dada à actuação.  E é aqui que António Nunes aposta forte e feio.  Porquê?  Porque há um aspecto do jogo que escapa à ASAE:  a punição.  Esse é o talão de Aquiles da regulação económica, porque a imagem que os portugueses têm da eficácia da Justiça é uma lástima.  Assim sendo, há que demonstrar, à saciedade, que se persegue, grandes e pequenos.  Portanto, a verdadeira missão da ASAE é garantir que o público acredite no funcionamento do sistema.  Daí a farda à "FBI contra Bin Laden".

Certo é que a ASAE é como a Angelina Jolie, à escala portuguesa.  Mal põe pé fora de casa e fica logo rodeada por um batalhão de elementos da comunicação social.  E, às vezes, os paparazzi conseguem entrar-lhe em casa como sucedeu na história do casino ou dos extintores.  Se calhar, são em maior número os elementos da imprensa do que os efectivos da ASAE.

Claro que tanto afã e declarações do tipo "se quisermos fechamos metade dos restaurantes" - em dez anos de horas extraordinárias? - provocam contestação.  Não pela brutalidade da acção, mas pelo tal calcanhar de Aquiles.  Perseguem os ciganos, porque a Justiça não prende os industriais da contrafação;  perseguem a ginjinha e a tasca, mas o casino escapa, etc.  Mehor fariam governo e oposição em deixarem de se preocupar tanto com os perseguidores e concentrarem alguma energia na resolução do mecanismo de punição.  Sem isso, com ou sem ASAE, não vamos lá.


Segunda-feira
28Jan

György Cziffra plays Liszt - Grand Galop Chromatique


Segunda-feira
28Jan

España al Día

madrid-colon.jpgHola, que tal?

Como creo que sabeis, el próximo 9 de marzo tenemos elecciones. El presidente del Partido Popular, Mariano Rajoy, desveló recientemente nuevos detalles de su propuesta estrella, la rebaja del IRPF, (Impuesto sobre la Renta) que es un modelo muy simplificado, al estilo británico: tiene tres tramos, frente a los cuatro actuales, con una apreciable recorte en los tipos que quedan en el 20%, el 30% y el 40%. La tarifa vigente tras la reforma que entró en vigor en 2007 tiene unos tipos del 24%, el 28%, el 37% y el 43%. O sea una baja considerable.  La propuesta incluye también una elevación de los mínimos familiares (las deducciones por hijos y ascendientes a cargo) de "al menos un 40%" y deja exentos del IRPF a las personas con ingresos inferiores a los 16.000 euros anuales. Hombre, porque no hay eleccines todos los años?

El Ibex ha vivido en sólo cinco jornadas caídas míticas del 7,5% y recuperaciones del mismo calibre. En resumen, el Ibex revela un recorte del 3,77% en la semana.  Las compañías de gran capitalización se han situado entre las que peor se han comportado en las últimas sesiones. Telefónica perdió cerca de un 8% y Santander, en torno a un 3%.  Además, la elevada liquidez de estas compañías permite deshacer rápidamente las posiciones. Las eléctricas, empresas refugio hasta ahora, también han sido presa de las ventas. Red Eléctrica ha perdido un 5% y Unión Fenosa, un 6,5%. Endesa ha caído un 8%.  Yo tranquilo, que no tengo ni para una copa más.

Y por hablar en Telefónica, esta operadora acaba de cerrar la integración definitiva de los negocios de telefonía móvil y de comunicaciones fijas en España integrando, para ello, sus áreas comerciales, que estaban separadas.  La tendencia a la convergencia de servicios, que se ha convertido en una constante en la mayoría de las operadoras, era todavía una asignatura pendiente en el negocio español.
Miles de personas se manifiestaron por las calles de Bilbao en protesta por la sentncia del Tribunal Supremo sobre el denominado caso Atutxa que condenó al ex presidente del Parlamento Vasco a una multa de 12.000 euros y un año de inhabilitación por no disolver el grupo Sozialista Abertzaleak en 2003, tras la ilegalización de Batasuna.  Este sy que es un problema sin solución, hóstias! 

Venga, hasta luego,

Desde Madrid, Emílio Santoro


Domingo
27Jan

Rubinstein plays Beethoven piano concerto no 4


Domingo
27Jan

A Minha Coluna

L1.jpgSe esta questão das bolsas não fosse um assunto sério, seria caso para dizermos que os mercados financeiros internacionais são uma enorme trapalhada pois ninguém parece saber/conhecer o porquê, quanto mais opinar sobre a evolução de tudo isto no curto/muito curto prazo.  Porque quanto ao horizonte médio e longo, nem vale a pena perder tempo.

Como não sou especialista, limito-me a registar aquilo que ouço e leio dos comentadores/players mais abalizados.  E há de tudo:  desde os optimistas que dizem que o pior já passou e está tudo controlado, prova de que o sistema, devido à alta sofisticação tecnológica a que se chegou, é à "prova de bala", aos moderados que opinam que os preços continuarão a flutuar pelo menos mais seis meses, até aos pessimistas que garantem que a recessão é inevitável nos USA e que se propagará ao resto do mundo. 

Que este mercados, quer por força da evolução das comunicações e da informação, quer pela introdução de novos e sofisticados (serão?) produtos, evoluiram, disso não tenho dúvidas.  Agora, se o sistema de controlo/regulação de tudo isto conseguiu ou não acompanhar essa evolução, "that's another pair of shoes".  Palpita-me que temos por aí algures um enorme "buraco negro". E o que mais assusta é vermos que os governos/políticos adoptam uma postura de alguma indiferença, mesmo quando a "bronca estala".  Ouvir o presidente Sarkozy dizer que o caso da Société Gènèrale é do foro privado e que até se resolveu bem com a descoberta do prevaricador é, pelo menos estranho, ou mera distracção provocada pela nova namorada.  Como dizia Samuelson, há por aqui gente a ganhar dinheiro a mais sem que ninguém vislumbre o porquê.

Quem tem tido paciência para ler este despretensioso blogue sabe que não sou grande adepto da globalização.  Reconheço-lhe, porém, alguns méritos, nomeadamente na tentativa de liberalização do comércio mundial.  Parece que existem já dados que confirmam que o "gap" entre o Norte rico e o Sul pobre está mais reduzido.  Dito por outras palavras, há uma melhor redistribuição da riqueza mundial.  Só que, nos mercados mais evoluídos, USA, Europa e Japão, o que vejo é precisamente o oposto:  ricos cada vez mais ricos, menos classe média e mais pobreza.  Não é só em Portugal que se coloca a questão da exclusão.  Basta que nos lembremos do furacão Katrina e da devastação de Nova Orleães para, sem recurso aos tais números dos economistas, vermos a realidade tal qual ela é.  Essa realidade é o rosto invisível do "sofisticado produto financeiro" hoje conhecido por subprime.