Economics Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business... ![]()
Entries from October 1, 2007 - November 1, 2007
Salários Baixos
Quinta-feira, Novembro 1, 2007 at 04:00PM É frequente os nossos sindicalistas referirem-se à constante baixa dos salários reais em Portugal, inclusivé os da Função Pública devido aos congelamentos havidos nos anos mais recentes.
Claro que a culpa é sempre do Governo e dos maus empresários que por cá temos. Quem assim fala, esquece que estamos em economia aberta, em plena era da globalização. E globalização é concorrência. Mas não só em produtos mais baratos. Existe concorrência na mão-de-obra. Basta pensarmos na China, gigante adormecido há apenas duas décadas e nas economias dos países de Leste. Falamos tão só, em mais de um bilião de novos trabalhadores que “metem as mãos e o cérebro” naquilo que consumimos: comida, roupa, electrónica, serviços, transportes, etc., etc. Há 30 anos, ninguém dava por eles...
E, como é sabido, concorrência significa descida de preços. C’est la vie...
Economics Percursos de Um Sonho
Quinta-feira, Novembro 1, 2007 at 11:00AM
Percursos de um sonho é o título de um livro biográfico que me foi oferecido – com dedicatória e tudo - há alguns dias, por um amigo chamado António Prates.
Este António Prates começou por ser meu cliente, posteriormente meu amigo e, mais tarde, meu fornecedor. A ele se deve em grande parte a minha “afición” pela pintura.
Quando o conheci, já o Prates vendia arte, mas encapada, pois era director-geral de uma editora americana, a Grolier que se notabilizou por ter editado a colecção “Belas Artes” com um suplemento dedicado à Pintura Contemporânea Portuguesa. O seu percurso como um dos mais importantes galeristas portugueses começou na Galeria de São Bento seguida pela criação do Centro Português de Serigrafia, pela Galeria António Prates e, já este ano, pela inauguração da Fundação António Prates em Ponte de Sor, repositária da maior parte da sua colecção particular.
Para além de homem de cultura, o Prates é antes de mais, um realizador de sonhos. Esforçado, tenaz, “workaholic”, não conhece obstáculos. E, suspeito eu, não será pelo seu amor às artes ou ao dinheiro que vence. Do que ele realmente gosta é dos artistas, do público, dos seu clientes e, sobretudo, dos seu amigos.
Que continue o teu sonho, meu caro Prates.
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Culture Os Lucros da Banca
Quarta-feira, Outubro 31, 2007 at 04:00PM Porque será que os bancos são tão atractivos e ganham tanto dinheiro, mesmo com as economias em crise?
Se olharmos para a tão falada globalização do comércio, em crescimento rápido, temos de percebr que o sistema financeiro acompanha – sempre – este crescimento. O preço de cada bem ou serviço tem a si associado – quer na parte da produção, quer na parte da distribuição ou na da comercialização – um pagamento financeiro. Ou será que um simples pagamento na caixa do supermercado não é feito com um cartão e, claro, uma comissão? E, se o preço aumenta, a comissão acompanha. E as acções? Quer o investidor compre ou venda, quer ganhe ou perca, há sempre uma comissão de intermediação.
E é preciso não esquecer que, mesmo com mercados em baixa, mesmo com toda a gente a querer vender, a bolsa é um jogo de soma zero. Isto é, só se vende quando existe um comprador. E, havendo comprador e vendedor, existe também o agente financeiro.
Não são as margens especulativas ou os altos juros, ou a baixa taxa de impostos paga que catapultam os lucros da banca. É a crescente globalização, ou como se diz correntemente: é a economia, estúpido!
Luís Antunes | Comments Off |
Business Proficiência em Matemática
Quarta-feira, Outubro 31, 2007 at 11:00AM Ora aqui está um bom tema à especial atenção da Senhora Ministra da Educação. Mas, como sabemos, essa está mais preocupada com o articulado do Estatuto do Aluno.
A matemática, juntamente com o Português, é talvez a competência que mais faz falta à nossa juventude. Basta vermos a miséria das notas quer no 9º, quer no 12º anos. E, à matemática fazem falta os bons professores, como muito bem concluiria monsieur de La Palisse. E o que é que temos feito para os arranjar? Fácil: recrutamo-los, preparamo-los, e retribuimos-lhes os serviços da mesmíssima forma que fazemos aos professores de educação física e de moral.
Mal comparado, imagine-se o que seria uma empresa com um excelente departamento de desenvolvimento e investigação, com uma gama competitiva de produtos prontos a serem lançados ao mercado, mas com vendedores dos tais que vão para as vendas porque não sabem fazer mais nada. Desastre total!
Diferentes tabelas salariais, prémios de acordo com as médias dos exames das turmas, prémios também para os alunos dessas turmas... não? Pois é 2 + 2 têm mesmo de ser 4! Pelo menos, a minha calculadora do 2º ano assim diz...
Luís Antunes | Comments Off |
Educação Hellooo!!? Goodbye!
Terça-feira, Outubro 30, 2007 at 04:00PM
Ó meus amigos, tão vendo isto que deu na TV?
Eu não tenho nada com isso, mas 30% a tomar conta de 70%!!? Hello, hello! Goodbye...
Só não gostei foi daquela coisa das Fundações. O que é que aquele manager tem que ver com o nosso money? Porque é que eles não falam mas é do salary de millons of dollas que ganham à custa do investidor? E, sem porem money on the table! Eles nunca meteram o hand no garbage, como nós. É tudo meninos da mama que nunca andaram no fish do crab, nas minas do gold ou no diamond!
Eu cá não admito comments sobre a minha Fundação que dá muito help aos poor people dos Açores. E agora também fui ajudar o meu friend Schwarzie no fire do San Diego. E a Foundation não me paga um buck! E vou investir muito money buying wood, land e houses àqueles poor fellas que ficaram sem nada, por causa do fire. E eu não quero nada para mim ou para a minha family. É tudo para a Foundation e para os trabalhadores que lá tenho. Porque a minha Foundation é também feita para os trabalhadores. Eu também think a lot nos trabalhadores, ok? E o Estado não me paga nada, nem um cent!
Por isso é que não gosto destes fellows que fazem takeover ao que é nosso e, ainda por cima, fazem layoff aos poor workers. Eu feel sorry por esses poor guys.
Só temos o fourth grade, mas não somos fool. Thanksgiven ao Divino Espírito Santo!
Comandante Ricky Bittencourt
Luís Antunes | Comments Off | Balda Institucionalizada
Terça-feira, Outubro 30, 2007 at 11:00AM Não restem dúvidas de que as medidas propostas pela senhora Ministra da Educação sobre o fim dos chumbos por faltas injustificadas é a institucionalização da balda.
Não percebo que sinais são estes que se enviam a uma juventude que terá de enfrentar sérios desafios no futuro. Sem assiduidade, sem hábitos de trabalho, sem esforço, aonde irão parar?
E isto é para quê? Para aldrabar estatísticas? Para acabar, na secretaria, com o abandono escolar? Como é que não percebem que estão a potenciar a exclusão dos mais desfavorecidos?
Esta Ministra teve entrada de leão, mas deveria ter saída de chita. Rápida.
Luís Antunes | Comments Off |
Educação ICE - In Case of Emergency
Segunda-feira, Outubro 29, 2007 at 04:00PM Às vezes - mas só, às vezes - aparecem coisas com algum interesse nas nossas atafulhadas caixas de e-mail. O ICE - In Case of Emergency - é uma delas. Transcrevo:
ICE - Pedido dos bombeiros e do INEM
Os Bombeiros e o INEM deram-se conta que muitas vezes, nos acidentes rodoviários, os feridos trazem consigo um telemóvel. No entanto, na hora de intervirem, não se sabe a quem contactar da lista interminável de números.
Lançam-nos por isso a ideia de que toda a gente acrescente na sua agenda o telefone da pessoa à qual contactar em caso de urgência sob o mesmo nome. O nome internacional é ICE (= In Case of emergency). Com este número inscreveremos a pessoa com a qual deverão contactar os bombeiros, polícias, INEM, protecção civil.......
Quando houver várias opções poderemos assinalá-las como ICE1, ICE2, ICE3, etc. É simples, não custa nada e pode ajudar-nos muito !
Elementary, my dear Watson, elementary!
News España al Día
Segunda-feira, Outubro 29, 2007 at 11:00AM
Hola, que tal?
Fuentes de La Caixa aseguraron que apoyarán la decisión del presidente de BPI y del consejo de administración, donde se sientan Marcelino Armenter e Isidro Fainé en representación de La Caixa. La operación se plantea esta vez de forma amistosa, aunque un portavoz de BCP aseguró que la entidad está estudiando su posición y no hará declaraciones sobre la oferta. La Caixa, que controla un 25% del BPI, bloqueó la operación junto con el núcleo duro de accionistas capitaneado por el consejo de administración de la entidad objeto de la opa. La primera caja de ahorros española sorprendió la semana pasada al mercado con la compra de un 1% de BCP en bolsa, participación que no declaró al regulador luso porque la ley no obliga a informar sobre participaciones inferiores al 2%
El cardenal portugués José Saraiva Martins ha proclamado ayer beatos en el Vaticano, en nombre del papa Benedicto XVI, a 498 españoles, asesinados en 1934 y 1936-39, considerados por la Iglesia "mártires del siglo XX". Los beatos proclamados son dos obispos, 24 sacerdotes diocesanos, 462 miembros de Institutos de Vida Consagrada, un diácono, un subdiácono, un seminarista y siete laicos. Será que en cantidad sale mas en cuenta?
"Obligación de comparecer dos veces al día en comisaría. Prohibición de acercarse a menos de 1.000 metros de la víctima. Prohibición de usar la línea de tren en que se produjo la agresión." Y fueron estas las medidas que dictó el juez a Sergi Xavier Martín, de 21 años, que abofeteó, insultó, vejó y pateó a una menor ecuatoriana en un tren en Barcelona. Un ejemplo más de que los ataques xenófobos quedan impunes. Ni siquiera prisión preventiva, hóstias!
Venga, hasta luego,
Desde Madrid, Emílio Santoro
Luís Antunes | Comments Off | A Infusón do BCP - BPI
Domingo, Outubro 28, 2007 at 11:00AM
Ora benhe,
Cumeço por explicar que neste guikende estibe eu, na qualidade de nobo Chermam da Afinfalhe, juntamente com o meu nobo Si. I. Ou., Micha Kutuzobe, em negociações com o pessoal do nosso amigalhaço Putinhe com relaçón ao import/export no sector do turismo de alterne, perdão, do turismo de escortes.
É claro que os nossos parceiros e nós, logo que soubemos da comunicaçón do meu compadre Ulriche, - estábamos, àquela hora a iniciar uma sessón de qualite controle das garinas, nas cocheiras do Palácio da Ajuda - cumeçamos logo a delinear uma estratégia para resolbermos o problema do BCP e, já agora, bai tambenhe o BPI pro saco e está andar de mota!
Ora o BPI propõe uma OTA - Oferta de Troca de Acções - e, cumu é sabido, ninguém bai à bola com a OTA, nem mesmo aquele gaijo lá das Construções, porque o Socras deu-lhe na corneta e passou o negócio para os amigalhaços do costume. Nós criámos uma jointe benture entre a Afinfalhe e uma KGBS (é uma SGPS, mas em russo) de Moscobo dum pessoal ainda do tempo do Micha, e bamos propror, não uma OPA hostil, mas sim uma Infusón do BCP com o BPI e bamos chamar-lhe não Millennium-BPI, mas simplesmente BMP - Banco Matrioska de Portugal. Isto porque bai-se tirando a parte de fora e ninguém percebe onde é que está a "coisa", perceberam ó murcóns?
Cumu Chermam deixamos lá o Sinhore Inginheiro, mas só até ao Natal, por causa das prendinhas do Menino Jesus. Cumu Si. I. Ou., a nossa ganda aposta bai no "Especial One", o Zé Mourinho, que esse sim é um gaijo de toda a cunfiança do pessoal do Norte e de Moscobo. E com o Mourinho, tá ganho, num precisam de bender as acções:
A gente dá nobas e mais baliosas e até manda imprimire em papel cuché.
E pro Berardo e pra aquele da construtora... e pró outro da SPGS e pra gaija da creche... e prás madamas da decoraçóm... arranjam-se nobos empréstimos com a massa dos pequenos depositantes... e bai haber guito pra todos... inté pró FêCêPê, ... e bibó BMP carago! Budem zdorovy! À nossa que é curta, mas grossa! Prost!
Em resumindo a coisa:
"A Infusón é tudo à molhada e cunfiança em Deus"
Aprendam, que eu não duro sempre!
Eu me assino: Z. Trombinhas, mastere de gestón
Luís Antunes | Comments Off | O Provedor do Blogue
Sábado, Outubro 27, 2007 at 11:00AM
Caros e Incautos Leitores,
Há quem abra a boca só para a pôr no trombone, por Diós!
Mas o que é que este senhor Procurador-Geral anda à procura? De alguém que lhe ponha a casa em ordem? Então não é para isso que se lhe paga? Ou será de alguém que lhe ofereça um novo telemóvel que não tenha ruídos e barulhinhos? Ó homem, se é isso, mude para a Vodafone! Ao menos fica mais seguro, porque a empresa é estrangeira e não lhe deve interessar para nada a sua vidinha. E é a esta gente que chamam servidores públicos... bem fez o nosso prezado Adriano Moreira homem - esse sim - dedicado à causa pública nacional em dizer que este senhor Procurador tem de dar explicações.
Mas há mais... O dom Juan da política caseira está de volta e a fazer das suas. Tudo o que não é da cor, rua! Não é que eu seja defensor dos tais que ainda têm paixão assolapada pelo fugitivo de Bruxelas, mas, podia haver um pouco mais de decoro, por Diós! Pelo menos este Santana Lopes tem jeito para alguma coisa... não fosse este meu probleminha com a bexiga e eu ainda lhe disputava o terreno. Desconfio é que o tal ditado sobre os carecas tem o seu quê de verdade, porque de outro modo não vejo justificação para tanta escassez pelas minhas bandas... de assuntos de interesse nacional, bem entendido.
Quero fechar saudando quem de direito. Quem ainda tem um pingo de vergonha e carácter, que é coisa que por cá não abunda. Refiro-me a um grande homem e bom católico que deu a cara - e o dinheiro - pela prole. É assim que um verdadeiro cristão e homem honrado mostra o que é a verticalidade. Muito bem. Apoiado.
Isto é que são as realidades do tempo da outra senhora, como vós dizeis. E já lá iremos a essa pouca vergonha da RTP sobre a heróica guerra nas nossas Províncias Ultramarinas....
Escrevei-me, mas... cautela com o meu lápis azul!
O Provedor do Pateira, Prof. Emerenciano Cuadrado
Luís Antunes | Comments Off | LA's CliffsNotes
Sexta-feira, Outubro 26, 2007 at 04:00PM "The Age of Turbulence" by Alan Greenspan, Penguin Press 2007
Portuguese version, "A Era da Turbulência", Editorial Presença, 2007
Well, 60 years of American and world economy mean something, don't you think?
The first part of this book is an autobiography. Son of a stockbroker, Mr. Greenspan eventually made his way to Wall Street, where he ran a consulting business that forecast the economy. It seems that his path was somehow imposed by circumstances and that playing jazz with Stan Getz was a much more exciting option. But when a jazz player profits from intermissions reading economics or taking care of his fellow musicians IRS... he ends up buried in numbers and equations! Did we loose a good musician or gained a talented economist?
According to Greenspan, the second is true, since he hardly admits errors or having ambitions. He seems to want people to believe that he accepted his fantastic ascent with reluctance. Well... he would be the first! However, the second half of this book is an interesting series of meditations on economic issues, about capitalism definitions, income inequality the rise of China, problems in Russia, Europe, etc. Again, 60 years of experience is worth reading. And you don't need to be an economist; in fact, even a musician can read and understand it. It is not a Beethoven simphony, but a good Gershwin Raphsody in Blue.
Alan Greenspan is an American economist and was Chairman of the Board of Governors of the Federal Reserve of the United States from 1987 to 2006. He currently works as a private advisor making speeches and providing consulting for firms through his company, Greenspan Associates LLC.
Luís Antunes | Comments Off | Liderar o Revenue Assurance
Sexta-feira, Outubro 26, 2007 at 11:00AM Vamos por partes: o que é o "Revenue Assurance"?
"É uma ferramenta de software que garante uma melhor gestão operacional das receitas, evitando perdas". Haverá, no mundo, cerca de 5 a 6 empresas que detêm o know-how deste sofisticado mercado.
Uma delas chama-se Wedo Consulting e, ao que li nos jornais, adquiriu outra das grandes, a irlandesa Cape Technologies. Vai daí, a tal Wedo chamou a si a liderança deste suculento mercado mundial e conta agora com cerca de 370 colaboradores espalhados por 11 países. É assim esta coisa da globalização. Não é para quem quer, é para quem sabe e faz. É para os Schwartzs, os Hurleys, os Ellisons, e um tal de... Rui Paiva!
Este Rui Paiva é o CEO da tal Wedo que, afinal é bem portuguesa e está ali para as bandas de Carnaxide e que, a propósito deste negócio disse:
- A liderança do mercado mundial traz vantagens evidentes, mas também novas responsabilidades, mas estou certo de que a nossa equipa está à altura do desafio.
Eu, que o conheço, acredito nestas palavras. Agora, notem que este Rui Paiva não diz "eu" mas "a nossa equipa". E que equipa que esta rapaziada formou! Parabéns e bons negócios.
Luís Antunes | Comments Off |
Business As Pequenas Empresas
Quinta-feira, Outubro 25, 2007 at 04:00PM "A pressão fiscal e os custos associados ao cumprimento de normas legais e administrativas são os factores que mais afectam o crescimento das pequenas empresas"
Quem assim fala é o americano Steven Preston, presidente da Small Business Administration, o equivalente ao nosso IAPMEI, lá pelas terras do Tio Sam. O que este homem e a sua organização querem é que as pequenas empresas tenham espaço para inovar e crescer. Eles não esquecem que a Microsoft e a Apple nasceram pequenas e só cresceram porque o ambiente em que se desenvolveram permitiu aos Gates e aos Jobs triunfarem.
Em Portugal não é assim que se encara o mesmo panorama. A PME é um actor de segunda categoria que vende pouco e contribui pouco para os cofres do Estado. Não interessa que tenha ou não potencial. Não dá direito a shows de mais "X milhões em investimentos", ou a parangonas de mais "x centenas de postos de trabalho" para mais Y metros quadrados de feira de tijolos coberta a zinco. Não há, de facto, nenhum Steven Preston por estas bandas.
Assim sendo, pergunto-me para quê criá-las na Hora?
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Politics Flexigurança
Quinta-feira, Outubro 25, 2007 at 11:00AM A CGTP conseguiu juntar cerca de 200.000 trabalhadores para mostrar o seu descontentamento com o acordo a que chegaram patrões e sindicatos europeus na recente Cimeira Social. José Sócrates chamou-lhe um "acordo histórico" e "um dos passos mais significativos para a implementação da Estratégia de Lisboa".
Afinal, o que é que se pretende com a flexigurança? Lançar os trabalhadores no desemprego como diz a CGTP e, pelos vistos 200.000 acreditam? Isso fará algum sentido?
Tanto quanto me lembro, a Estratégia de Lisboa é um plano que visa aumentar a produtividade e concomitante capacidade concorrencial das empresas europeias. Ora, isto só faz sentido se se melhorar a qualidade da nossa mão-de-obra. Pensar que isto se atinge com menor número de trabalhadores - como, substituindo-os por robots? - ou por salários mais baixos é não perceber o que é a globalização.
A CGTP devia era preocupar-se com a actual apetência das empresas europeias para a importação de trabalhadores qualificados da Índia, da China, e da Ásia em geral. Não porque sejam "baratos" ou facilmente "dispensáveis", mas porque estão bem preparados, com mobilidade, com apetência para as novas tecnologias, enfim, com outra atitude face aos ventos dominantes.
As manifestações é que são o caminho mais curto para a porta do desemprego.
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Economics Onde Pára a Ética do BCP?
Quarta-feira, Outubro 24, 2007 at 04:00PM Não há operação de cosmética nem milagre de juristas, assessores de imprensa ou empresas de comunicação que desfaçam esta ideia fatal para a imagem de qualquer banco: a de que ao mais alto nível da sua gestão se desbaratam milhões em operações ruinosas, de legalidade duvidosa e num quadro de chocante favoritismo e compadrio.Anda muita gente preocupada com este caso. Mas o certo é que o BCP é uma instituição privada, actuando num mercado regulado. Por isso, compete aos seus accionistas e à respectiva entidade reguladora resolverem as questões referentes à sua gestão. E, a existir o tal quadro de chocante favoritismo e compadrio, o mercado responderá adequadamente.
Fernando Madrinha, Expresso 20/10/2007
Quanto a percebermos, neste caso, onde pára a ética, o melhor será procurá-la na célebre formulação Kantiana: “Age de tal maneira que a máxima da tua acção possa tornar-se uma lei geral para todos os seres dotados de inteligência”
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Ethics 

