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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Segunda-feira
10Abr

"As 2 Últimas" - 3ª Parte

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- Acontece -


Passadas? Passaram as cartas? Pois é, acontece, é um azar! Raro, mas acontece. E lembro-me bem de que ali não havia batota. Aqueles três estavam de tal modo engalfinhados no jogo que não iriam estragar o seu gozo por minha causa.

E para quem não perceba o termo engalfinhados, direi apenas que, no meu entender, significa “em luta”. Agora, que uso e abuso do termo, não tenham dúvidas. Isto apesar de me fazer lembrar não os galos, mas os golfinhos que, coitados, como são tão simpáticos, não deveriam merecer tal conotação. Simpáticos e de boa vida como os Angolanos que, naquela época do Esteves, como o meu avô chamava ao Salazar, nada faziam para terem ou merecerem uma boa vida, porque os Transmontanos e outros azarentos que, por cá havia, lá iam parar com os costados bem arreados com mochilas e G3 para que aquela gente tivesse do bom e do melhor, e com criados. Boa vida, a do senhor de Lisboa.

Ou como diria o meu outro avô, o Passadouro, que até à morte, foi sempre Júnior: “as coisas são como são e nós temos de vê-las como elas são”. Até hoje ainda não percebi se devo arrumar este pensamento na prateleira do determinismo ou naquela mais pequena, de duas simples divisões, do maniqueísmo.

Mas, voltando à minha história, que hoje, o tempo urge, peço-vos perdão pelas voltas do pensamento próprias da modorrice daqueles tempos. Pois é, azes, reis, damas de tudo o que seja naipe, à mão me veio parar. Isto, porque os jogos de cartas é coisa de filme de Hollywood ou da Broadway: “the show must go on”. Haja o que houver. E, assim sendo, baralha-se, parte-se e dá-se, de novo. Treze ases, meus senhores, treze azes para jogar!. É pegar no jogo e já está: as duas últimas são minhas e, com sorte, todas as anteriores também. É sina do azarento, senhor; se me deixar ler a sua mão, a ciganita errante quebra o mau olhado. É só me dar um tostão, meu menino bonito.